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Lira quer ser o ‘2º voto’ ao Senado e se aproxima de Bolsonaro sem deixar Lula

Arthur Lira e a Estratégia do “Segundo Voto” ao Senado

O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, está discutindo uma estratégia eleitoral para a disputa ao Senado em Alagoas baseada na lógica do “segundo voto”. Essa abordagem permitiria a Lira ampliar sua base eleitoral no estado e dialogar com diferentes grupos políticos locais.

Interlocutores do deputado afirmam que o desenho permitiria a Lira se consolidar como o “segundo voto” de eleitores de diferentes campos políticos, inclusive de candidaturas rivais ao governo estadual. Isso ocorre sem que Lira rompa com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem mantém interlocução institucional frequente em Brasília.

Aliados de Lira avaliam que a multiplicidade de candidaturas no estado pode acabar favorecendo uma estratégia eleitoral baseada na busca pelo segundo voto dos eleitores. Nesse cenário fragmentado, o ex-presidente da Câmara poderia ampliar sua base política enquanto mantém margem de manobra nas negociações nacionais.

Os Principais Atores na Disputa

  • O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), trabalha para viabilizar sua candidatura ao governo em 2026.
  • O senador Renan Calheiros (MDB) deve disputar a reeleição ao Senado.
  • O prefeito de Maceió, JHC (PL), é cortejado para aderir à chapa governista.
  • O deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) é citado como um dos nomes competitivos para a segunda vaga ao Senado.

A presença de Gaspar na disputa ao Senado é apontada como um dos fatores que podem dificultar a consolidação de uma chapa única envolvendo todos os grupos. No entanto, a eventual candidatura de Gaspar é vista no entorno de Lira como um fator que pode viabilizar a estratégia do “segundo voto”.

Com a lógica do “palanque duplo”, Lira poderia ampliar seu alcance eleitoral sem se vincular integralmente a uma única composição política no estado. Essa abordagem permitiria ao deputado manter canais abertos com o Palácio do Planalto, mesmo enquanto testa novos arranjos políticos em seu estado.

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