Resumo da Situação da Raízen
A Raízen, uma empresa de energia e biocombustíveis, apresentou um pedido de recuperação extrajudicial devido à alta da dívida após um ciclo de expansão. A empresa culpa a combinação de fatores, incluindo a Selic alta no Brasil e a deterioração macroeconômica na Argentina, pela piora do endividamento.
A Raízen afirma que a expansão acelerada nos últimos anos, que incluiu aquisições e investimentos em diferentes frentes, elevou o endividamento e a alavancagem. No entanto, a empresa sustenta que essas decisões foram tomadas em um ambiente macroeconômico mais favorável do que o atual.
Os principais fatores que contribuíram para a crise da Raízen incluem:
- A Selic alta no Brasil, que ficou acima de 12% ao ano por pelo menos 20 meses e chegou a 15% ao ano nos oito meses mais recentes, elevando o custo financeiro da dívida.
- A deterioração macroeconômica na Argentina, que inclui inflação persistentemente elevada, acima de 40% ao ano, e volatilidade macroeconômica, que pressionou custos operacionais e despesas comerciais e administrativas.
- A quebra de safra, menor produção de cana e queda do ATR, que afetaram a geração de caixa e a rentabilidade do setor.
A Raízen consumiu R$ 7,2 bilhões de caixa entre abril e dezembro de 2025 para manter a operação regular, o que levou a alavancagem ao “maior patamar histórico”, em cerca de 5,3 vezes. A empresa sustenta que a crise não decorre apenas do aumento da despesa financeira, mas também da queda de margens operacionais e retração de 12% no EBITDA da safra 2025/2026.
A avaliação da Raízen sobre a deterioração financeira encontra respaldo no ambiente enfrentado pelo setor, que é caracterizado por forte intensidade de capital e ciclos longos de retorno, tornando-os mais sensíveis a choques macroeconômicos.
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