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Falta de Oportunidades para Mães Empurra Mulheres para o Empreendedorismo

O empreendedorismo é uma das principais estratégias de geração de renda para milhões de brasileiras, especialmente aquelas que se tornaram mães. De acordo com um levantamento do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), entre 2023 e 2025, as mulheres que se tornaram mães são empurradas para o empreendedorismo devido à falta de oportunidades no mercado formal de trabalho.

Os dados mostram que a maioria das empreendedoras brasileiras tem entre 30 e 49 anos, vive principalmente nas regiões Sudeste e Nordeste e apresenta renda média relativamente baixa. Em 2025, a renda média declarada pelas entrevistadas foi de R$ 2.400 mensais, valor que frequentemente sustenta não apenas a própria mulher, mas também outros membros da família.

Maternidade e Empreendedorismo

Um dos pontos mais fortes identificados pelas pesquisas do IRME é a relação entre maternidade e empreendedorismo. Em 2023, 77% das mulheres afirmaram ter iniciado o negócio depois de se tornarem mães, tendência que se repete nos levantamentos posteriores. Em 2024, por exemplo, 73% das empreendedoras eram mães e 37% declararam ser mães solo.

Os dados evidenciam uma dificuldade estrutural do mercado formal em acomodar mães profissionais. A sobrecarga de trabalho doméstico e cuidado com filhos também impacta diretamente o desempenho dos negócios. Metade das entrevistadas declarou não receber nenhum tipo de ajuda em casa ou na empresa, reduzindo tempo disponível para gestão, planejamento e expansão das atividades.

Desafios do Empreendedorismo Feminino

Outros desafios recorrentes incluem a informalidade, o acesso ao crédito e a desigualdade racial. Em 2023, apenas 48% das empreendedoras tinham CNPJ, o que limita o acesso a crédito, programas de apoio e oportunidades de crescimento. Em regiões como Norte e Nordeste, a informalidade é ainda mais elevada.

A situação financeira das empreendedoras também revela fragilidade básica. Em 2023, 73% relataram possuir dívidas e 43% estavam com pagamentos atrasados, enquanto quatro em cada dez negócios não geravam receita suficiente para cobrir os custos.

  • Acesso ao crédito é uma barreira para o crescimento dos negócios femininos.
  • A desigualdade racial também se reflete diretamente nesse cenário, com mulheres negras enfrentando taxas maiores de negativa e acesso a valores menores.
  • A capacitação e o desenvolvimento de negócios liderados por mulheres são fundamentais para superar esses desafios.

Para a especialista, os resultados reforçam a necessidade de políticas públicas e iniciativas privadas que ampliem o acesso ao crédito, reduzam a informalidade e fortaleçam redes de apoio para mulheres empreendedoras, especialmente no que diz respeito à economia do cuidado.

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