Relação de Vorcaro com Ciro Nogueira e Antonio Rueda gera apreensão no Congresso
A revelação do conteúdo das mensagens do celular do banqueiro Daniel Vorcaro aumentou a apreensão no Congresso com a investigação sobre o Banco Master pelo potencial de danos políticos a parlamentares. A primeira leva divulgada já expôs novos detalhes da relação do banqueiro com o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, e Antonio Rueda, presidente do União.
As preocupações estão centradas em duas frentes: com a relatoria do ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF), visto como alguém com menos trânsito político que o antecessor na função, Dias Toffoli; e com o aumento da pressão, que inclui a oposição e nomes do governo, por uma CPI dedicada ao assunto.
- Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tentam conter a pressão por uma CPI.
- Deputados e senadores afirmam que ainda não está claro o alcance do conteúdo das conversas apreendidas, o que alimenta a percepção de que novos trechos podem atingir diferentes atores políticos e provocar novos desdobramentos no Congresso.
Um dos trechos também criou incômodo a governistas, em diálogo com sua então namorada, Vorcaro classificou como “ótimo” o encontro com Lula e ministros no Palácio do Planalto em 2024. A CPI do INSS recebeu o extrato bancário do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo conteúdo virou público.
A troca de Toffoli por Mendonça na relatoria do caso no STF também gera apreensão. Integrantes de partidos do Centrão afirmam que, enquanto Toffoli era visto como um ministro com forte trânsito no meio político, sua saída reduziu entre parlamentares a expectativa de que a investigação pudesse ter limites claros em relação à classe.
Com Mendonça na relatoria, a avaliação é que cresce a sensação de imprevisibilidade sobre as apurações, o que tem levado lideranças partidárias a acompanhar o caso com mais cautela. A CPI do crime organizado pode apurar até que sejam instaladas as demais, segundo o senador Sergio Moro (União-PR).
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