Resultados Fracos das Siderúrgicas: Análise do Goldman Sachs
O quarto trimestre de 2025 trouxe resultados fracos para as principais siderúrgicas brasileiras, como a Gerdau (GGBR4) e a Usiminas (USIM5). De acordo com o Goldman Sachs, a rentabilidade no Brasil foi impactada por volumes menores e preços mais baixos, o que já era esperado pelo mercado.
A recuperação da rentabilidade do aço brasileiro tem pouco espaço de ação, segundo os analistas do banco. As medidas antidumping não devem ser suficientes para limitar as importações a um nível relevante e sustentar o aumento de preços. Além disso, os custos devem continuar pressionando as margens.
- A inflação de custos deve ganhar força, seguindo a tendência dos preços do carvão metalúrgico, que subiram cerca de 20% desde as mínimas do 4T25.
- As importações representam 22% do consumo total de aço no Brasil, o que tem pressionado os resultados das siderúrgicas.
- Os estoques em alta e as incertezas com o cenário macroeconômico e a chegada das eleições deste ano devem manter as margens pressionadas ao longo do primeiro semestre.
Com o real mais forte, as importações devem permanecer elevadas, com os estoques dos distribuidores chegando a 3,8 meses, o maior nível já registrado para o mês de janeiro. Além disso, há uma expectativa de que os embarques também caiam, o que poderia implicar em uma queda de 10% em relação à média dos dois primeiros meses de 2025.
Em resumo, o cenário para as siderúrgicas brasileiras é desafiador, com resultados fracos e perspectivas de melhora limitadas. As medidas comerciais não devem ser suficientes para impulsionar a recuperação do setor, e os custos devem continuar pressionando as margens.
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