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Abastecer o carro pesou menos no orçamento das famílias em 2025

De acordo com o Monitor de Preço de Combustível, elaborado pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o custo de abastecer um tanque padrão de 55 litros com gasolina comum passou a comprometer 5,7% da renda domiciliar média nacional no quarto trimestre de 2025, abaixo dos 6,0% registrados no mesmo período de 2024.

Nas capitais, o comprometimento recuou de 4,0% para 3,8% da renda média. Isso ocorre em um contexto de recuperação gradual da renda real das famílias ao longo de 2025, com mercado de trabalho mais resiliente e inflação mais controlada em comparação aos picos observados em anos anteriores.

Cenário macroeconômico

A desaceleração dos reajustes nos combustíveis e a menor volatilidade internacional do petróleo em 2025 também contribuíram para aliviar a pressão no orçamento. O indicador cruza dados de renda domiciliar apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) com o custo médio do abastecimento.

Para o CEO da Veloe, André Turquetto, o recuo tem efeito direto sobre o consumo agregado. “Quando a família compromete menos do orçamento com combustível, há mais espaço para outras despesas e para recomposição de poupança.

Diferenças regionais

Mesmo assim, a fotografia nacional esconde desigualdades regionais relevantes. No Nordeste, por exemplo, abastecer consome 8,9% da renda domiciliar média, enquanto no Norte o percentual chega a 7,6%. Já nas regiões Sudeste (4,7%), Centro-Oeste (4,8%) e Sul (5,0%), o peso é significativamente menor.

A diferença é explicada sobretudo pela renda média regional. Ainda que os preços dos combustíveis variem entre estados, é a capacidade de geração de renda que determina o impacto efetivo sobre o orçamento.

  • Entre as unidades da federação, Acre, Maranhão, Alagoas, Ceará, Bahia e Pernambuco figuram entre os estados com menor poder de compra relativo.
  • No extremo oposto, Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Paraná apresentam maior acesso ao combustível, reflexo de renda média mais elevada nessas regiões e, em alguns casos, maior concorrência e logística mais eficiente.

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