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Valor de Imóveis Públicos Ofertados em Socorro ao BRB

O governo do Distrito Federal calcula que os imóveis públicos oferecidos como parte de uma solução para o BRB valem R$ 6,486 bilhões, de acordo com um documento obtido recentemente. Essa proposta visa fortalecer o capital do banco estatal após os prejuízos com os ativos herdados do Banco Master, liquidado pelo Banco Central.

Os ativos em questão foram recebidos em troca da carteira de crédito suspeita de fraude, que somava R$ 12,2 bilhões. No entanto, o Banco Central indica que o BRB deve ter uma perda de R$ 5 bilhões. Para resolver essa situação, o projeto apresentado pelo governo Ibaneis Rocha (MDB) inclui várias opções, como um aporte direto do governo, um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou a alienação de bens públicos.

Opções para o Uso de Imóveis Públicos

Os imóveis podem ser transferidos diretamente para o banco estatal ou vendidos para terceiros, de modo que a receita obtida seja aportada na instituição. Outras opções incluem a constituição de um fundo imobiliário ou o uso desses imóveis como garantia para um empréstimo ao governo do Distrito Federal. A lista de imóveis inclui uma série de terrenos e o Centro Administrativo do DF, que está sem ocupação há mais de uma década.

Na reunião com os parlamentares da Câmara Legislativa do Distrito Federal, o presidente do BRB, Nelson de Souza, destacou a importância de aprovar o projeto para evitar consequências negativas, como a paralisação de programas sociais e operações de crédito imobiliário. Ele também negou que a proposta seja um “cheque em branco” para o governo, afirmando que o projeto cria instrumentos legais para assegurar a sobrevivência do banco com estabilidade e solidez.

  • Valor dos imóveis públicos ofertados: R$ 6,486 bilhões
  • Opções para o uso de imóveis: transferência direta, venda, constituição de fundo imobiliário ou garantia para empréstimo
  • Consequências de não aprovar o projeto: paralisação de programas sociais, operações de crédito imobiliário e risco para o sistema financeiro

O projeto ainda está em discussão, e os deputados estão reticentes em dar aval devido às incongruências e aberturas presentes na proposta. O secretário de Economia do DF, Daniel Carvalho, reconheceu que, em última instância, pode haver um aporte do Tesouro Distrital.

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