Petrobras Monitora Petróleo Antes de Cogitar Alta a Combustíveis
A Petrobras está de perto monitorando os desdobramentos do conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irã, que tem impactado o mercado de petróleo. Com o preço do petróleo Brent subindo até 13% em uma única segunda-feira, a empresa está avaliando os efeitos antes de tomar qualquer decisão sobre os preços de combustíveis no mercado interno.
De acordo com fontes dentro da estatal, a Petrobras está em uma semana de observação, analisando os movimentos do mercado e os possíveis impactos no negócio. A empresa é pressionada a reajustar os preços de combustíveis em momentos de alta volatilidade, mas evita repassar a volatilidade dos contratos futuros para os consumidores.
Além do preço do petróleo, a Petrobras também está atenta ao comportamento do câmbio, que é um fator importante na equação de preços de combustíveis. Um prolongamento da guerra poderia levar a uma fuga de investidores dos EUA, e o Brasil poderia ser um dos destinos desses recursos, o que poderia impactar o câmbio e compensar a alta do Brent.
- A Petrobras está monitorando os impactos da guerra em instalações de produção de petróleo e combustíveis.
- A empresa também está atenta aos gargalos logísticos gerados pelo conflito.
- Os movimentos do grupo de países produtores e exportadores Opep+ também estão sendo monitorados, já que uma alta da produção poderia amortecer o aumento do Brent com a ampliação da oferta no curto prazo.
Uma das principais preocupações da Petrobras é o possível fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo do mundo. Paralisar Ormuz traria um impacto relevante para o fluxo de petróleo global e poderia causar um rearranjo no transporte de commodities.
No entanto, o diretor-executivo de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, afirma que a empresa tem alternativas e flexibilidade para operar a custos competitivos, apesar dos impactos do conflito no Oriente Médio. “A Petrobras possui rotas alternativas à região do conflito, o que dá segurança e custos competitivos para as nossas operações, preservando nossas margens”, disse Schlosser.
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