Crise no Irã: Impacto nos Mercados Financeiros
A escalada do conflito no Oriente Médio está elevando a aversão ao risco e reforçando a aposta de investidores em ativos considerados seguros, como Treasuries, ouro e franco suíço. A abertura dos mercados de energia na segunda-feira será o principal teste de humor, com volatilidade já esperada nas primeiras negociações de dólar e outras moedas na Ásia.
Segundo John Briggs, chefe de estratégia de juros dos EUA na Natixis, a postura dos investidores será de “porto seguro primeiro, perguntas depois”. Ele projeta que os Treasuries tendem a estender o movimento de sexta-feira, quando os yields de curto prazo recuaram para os menores níveis desde 2022.
Principais Focos de Atenção
- O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quarto do petróleo embarcado por via marítima, é um dos principais focos de atenção.
- A valuações esticadas em ações e crédito globais também facilitam o movimento de corte de risco.
- A operação militar com o Irã pode durar algumas semanas, mas não se arrastar por muito mais tempo, segundo Gregory Faranello, da Amerivet Securities.
Os investidores se acostumaram a episódios geopolíticos que desaparecem rápido, mas este tem risco de durar mais, segundo Ajay Rajadhyaksha, do Barclays. O risco x retorno não parece atraente, e se as ações recuarem o suficiente, pode surgir uma boa janela para comprar.
Outros analistas reforçam o alerta, destacando a possibilidade de um “susto inflacionário” de curto prazo se o petróleo subir de forma mais sustentada, afetando o sentimento em Bolsa. Além disso, a questão central será o impacto de um possível choque de petróleo em uma economia que já mostra sinais de “quase estagflação”.
Os bancos centrais, como o Fed, terão um papel importante na definição da trajetória das taxas de juros e na gestão da economia em meio à crise.
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