Estudo indica medidas para destravar R$ 27 bi em prevenção climática
Um estudo da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) revelou que o potencial brasileiro para investir em ações de drenagem, contenção de encostas e infraestrutura urbana é de aproximadamente R$ 27 bilhões em novos financiamentos voltados a ações preventivas.
O estudo se divide em dois blocos de medidas: um voltado à ampliação geral do crédito aos entes subnacionais e outro direcionado especificamente à Política Nacional de Mudança Climática (PNMC). As soluções apontadas pelo estudo incluem:
- Aumentar o montante anual global autorizado para novas operações de crédito;
- Desconsiderar, no cálculo do limite global, as operações de entes com Capacidade de Pagamento A;
- Revisar o limite de exposição das instituições financeiras de desenvolvimento ao setor público;
- Modificar a regra de destaque de capital para permitir que a cada R$ 1 de capital destacado pela instituição seja possível conceder até R$ 3 em crédito;
- Aprimorar a metodologia da Capag (Capacidade de Pagamento) para avaliar a saúde fiscal de estados e municípios.
Segundo as estimativas do estudo, cada medida pode gerar um aumento significativo no montante anual global de crédito, totalizando R$ 27 bilhões. O diretor-executivo da ABDE, André Godoy, afirma que “é possível compatibilizar responsabilidade fiscal com ampliação do investimento público, especialmente quando se trata de adaptação urbana às mudanças climáticas” e que “é fundamental ter mecanismos que priorizem projetos certificados, estruturados e alinhados à Política Nacional de Mudança Climática”.
O estudo destaca a importância de investir em ações preventivas para reduzir os custos futuros e tornar o Brasil um país mais resiliente e sustentável. Com essas medidas, é possível destravar R$ 27 bilhões em investimentos em prevenção climática e melhorar a infraestrutura urbana do país.
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