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Goldman vê alavanca de US$ 80 bi para crescimento das mineradoras e destaca Vale

Goldman Sachs: Oportunidade de Crescimento para Mineradoras

De acordo com um relatório do Goldman Sachs, as principais mineradoras globais possuem um “tesouro escondido” capaz de redefinir o próximo ciclo do setor. Os ativos de infraestrutura, como ferrovias, portos, usinas de energia e sistemas de água, podem liberar até US$ 80 bilhões para financiar crescimento, fusões e aquisições e elevar retornos ao acionista.

O setor entra em uma fase em que a disciplina de capital voltará a ser determinante para geração de valor. Com a escalada de custos para garantir exposição a commodities com fundamentos sólidos, especialmente o cobre, a capacidade de financiar expansão sem comprometer balanços será diferencial competitivo.

Infraestrutura Negligenciada pode Virar Fonte de Capital

As mineradoras investiram bilhões em infraestrutura ao longo de décadas, especialmente em regiões remotas. Esses ativos, essenciais para transportar minério, gerar energia e garantir abastecimento de água, costumam ter retorno mais baixo e são valorizados pelo mercado a múltiplos inferiores aos observados em empresas de infraestrutura listadas.

O Goldman Sachs calcula que seis grandes mineradoras possuem cerca de US$ 95 bilhões em infraestrutura, dos quais até US$ 38 bilhões poderiam ser monetizados por meio de estruturas sintéticas que permitem levantar capital sem vender os ativos nem perder controle operacional.

Exemplos de Oportunidades

  • A Rio Tinto e a Vale (VALE3) possuem redes de portos, ferrovias e sistemas de energia que chegam a representar até 20% do valor de mercado.
  • O acordo firmado entre a BHP e o fundo Global Infrastructure Partners é um exemplo de como as mineradoras podem criar fluxos de pagamentos fixos e indexados à inflação para os investidores.
  • Redes de portos e ferrovias de BHP, Rio Tinto, Fortescue, Vale (VALE3) e Anglo American poderiam liberar US$ 25 bilhões.

Para o Goldman, o movimento não deve ser visto como necessidade de caixa, já que o setor se encontra com balanços robustos. A questão central é estratégica: transformar infraestrutura subavaliada em capital de baixo custo, para acelerar novos projetos, participar de consolidações e melhorar a remuneração ao acionista sem comprometer controle nem flexibilidade operacional.

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