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Superávit primário do Governo Central

O Governo Central, que inclui o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central, alcançou um superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro deste ano. Esse resultado é um aumento em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o superávit foi de R$ 85,1 bilhões.

No entanto, quando se considera a inflação, o resultado apresenta uma redução de 2,2% em termos reais. O Tesouro Nacional divulgou esses dados, destacando que o resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 107,5 bilhões, enquanto a Previdência Social apresentou um déficit de R$ 20,6 bilhões.

Receitas e Despesas

As receitas do Governo Central apresentaram crescimentos significativos em várias áreas, incluindo:

  • R$ 3,9 bilhões (3,3%) na arrecadação com o imposto de renda;
  • R$ 2,7 bilhões (49,3%) com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF);
  • R$ 2,1 bilhões (43,7%) com outras receitas administradas pela Receita Federal;
  • R$ 3,9 bilhões (6,9%) com receita previdenciária.

Já as despesas apresentaram aumentos em áreas como:

  • R$ 4 bilhões (5,3%) em benefícios previdenciários;
  • R$ 3,3 bilhões (10,3%) com pessoal e encargos sociais.

Esses resultados indicam uma dinâmica complexa nas finanças do Governo Central, com aumentos em receitas e despesas que precisam ser cuidadosamente gerenciados para atingir as metas fiscais estabelecidas.

A meta fiscal para 2026 prevê um superávit primário de R$ 34,3 bilhões, e as regras fiscais estabelecem um limite de tolerância que permite ao governo obter um resultado primário zero ou até um superávit de R$ 68,6 bilhões.

Com esses dados, é possível ter uma visão mais clara da situação fiscal do país e como o Governo Central está trabalhando para atingir suas metas e garantir a estabilidade econômica.

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