Dólar pode se aproximar dos R$ 5 ainda neste semestre, aponta banco Pine
O dólar tem registrado baixas e atingiu os R$ 5,15 nesta segunda-feira (23). Na visão do banco Pine, ainda há espaço para uma queda ainda mais forte da divisa americana no primeiro semestre, para perto dos R$ 5, em meio ao cenário atual.
A notícia mais relevante da semana passada veio do campo institucional, com a Suprema Corte derrubando as tarifas impostas com base no International Emergency Economic Powers Act (IEEPA). Em resposta, o governo Trump instituiu tarifa global de 10% com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, elevando-a posteriormente para 15% no dia seguinte.
Essa sobretaxa deverá permanecer em vigor até o final de julho, podendo ser substituída por tarifas mais duradouras. A adoção temporária da tarifa global de 15% até julho tende a beneficiar alguns mercados que anteriormente enfrentavam tarifas médias mais elevadas, como Brasil, China, India, Canadá e México.
No entanto, os economistas apontam ter risco relevante de que esses mesmos países passem a enfrentar tarifas específicas mais altas no segundo semestre, já que o governo Trump pode tentar substituir integralmente o regime derrubado pela Suprema Corte.
Visão do Banco Pine
O Banco Pine aponta que um cenário econômico dos EUA combina desaceleração pontual do crescimento com inflação ainda elevada, mas com viés um pouco mais favorável para o PIB no início de 2026.
A visão é que uma derrubada das tarifas impostas no ano passado é positiva do ponto de vista institucional, embora tenda a agravar o quadro fiscal dos EUA ao reduzir as receitas tarifárias.
Para o real brasileiro, os economistas da casa esperam que o cenário permanece favorável no curto prazo, mas enxergam riscos (limitados) no segundo semestre relacionados à incerteza quanto à questão tarifária.
Os principais pontos a serem considerados incluem:
- A tarifa global de 15% instituída pelo governo Trump;
- A possibilidade de substituição por tarifas mais duradouras;
- O impacto nas receitas tarifárias dos EUA;
- A competitividade dos produtos brasileiros nos EUA.
Em resumo, o Banco Pine mantém a estimativa de que o real valorize para perto de R$ 5 por dólar ainda neste semestre e que a taxa média em 2026 fique em R$ 5,21 por dólar, dada a conjuntura externa e doméstica favoráveis.
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