Temporada de Resultados do 4T25 na B3: Análise do Itaú BBA
A temporada de resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) na B3 está em andamento, e o Itaú BBA fez um balanço dos resultados apresentados até agora. Até a última sexta-feira (20), 30 empresas do universo de cobertura do Itaú BBA no Brasil já divulgaram seus resultados do 4T25, representando 38,6% do valor de mercado.
Os analistas classificaram 50% dos resultados como positivos (76,2% do market cap), 27,3% como neutros (3,2% do market cap) e 22,7% como negativos (20,6% do market cap). Em comparação com as estimativas dos analistas do BBA, 36,4% das empresas superaram as projeções de lucro líquido (29,9% do valor de mercado), enquanto 18,2% ficaram abaixo das estimativas de lucro líquido (21,9% do valor de mercado).
Desempenho por Setor
Em termos de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações), 50% das empresas superaram as estimativas (84,3% do market cap), enquanto 8,3% ficaram abaixo (0,6% do market cap). Alguns setores, como Papel & Celulose, Siderurgia & Mineração e Bancos, já contam com a maior parte das empresas sob cobertura tendo reportado, enquanto outros, como Educação, Construtoras e Saúde, ainda divulgaram poucos resultados.
A semana seguinte será movimentada, com 29 empresas programadas para divulgar seus números, incluindo Mercado Livre, Nubank, Axia, Vivo, Rede D’Or, WEG, B3 e Localiza.
Análise de Sentimento
O Itaú BBA também acompanha o humor do mercado via uma análise de sentimento das teleconferências de resultados feita com IA. O indicador proprietário, chamado de consolidated market score, subiu ao longo de 2024 e início de 2025, atingiu pico em torno de 8,0 no 2T-3T25 e está em 7,4 no 4T25. Embora haja uma leve queda em relação ao topo recente, o nível permanece acima das mínimas de 2024, indicando que o sentimento segue construtivo.
Os temas mais citados pelas empresas incluem eficiência operacional, digitalização e uso de dados/IA, alocação de capital mais seletiva e disciplina financeira. No campo macro, os tópicos mais citados são juros ainda em patamar elevado, mudanças regulatórias e tributárias e um ambiente de demanda descrito como desafiador, mas gerenciável.
- Empresas cíclicas e ligadas a commodities citam impacto de condições climáticas sobre produção e logística, volatilidade de preços de commodities e pressão competitiva.
- A tônica tem sido menos expansão agressiva e mais controle de custos, reforço de balanço e crescimento seletivo.
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