Arquivos de Epstein podem ser apenas a ponta do iceberg do caso de Andrew
Os e-mails encontrados nos arquivos do caso Epstein podem ser apenas a ponta do iceberg entre os materiais que levaram à prisão do ex-príncipe da monarquia britânica Andrew Mountbatten-Windsor. A investigação teve início com a análise de trocas de mensagens entre o ex-príncipe e o financista Jeffrey Epstein, condenado por exploração sexual de menores.
A Polícia do Vale do Tâmisa não se baseou apenas nesses materiais para prender Andrew. Os investigadores solicitaram e-mails adicionais ao governo britânico e ao Palácio de Buckingham que pudessem ajudar a esclarecer a situação. O Palácio de Buckingham afirmou que “apoiaria” a Polícia do Vale do Tâmisa, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que “ninguém está acima da lei”.
Investigação em andamento
Os investigadores também analisaram por conta própria os arquivos do caso Epstein, além de solicitarem cópias integrais ao Departamento Federal de Investigação (FBI) e ao Departamento de Justiça dos EUA, com apoio da Agência Nacional de Combate ao Crime (NCA). É improvável que as autoridades prendessem um membro da realeza britânica apenas com base em algumas trocas de e-mail publicadas pelos EUA.
Andrew ainda não foi formalmente acusado e passou algumas horas sob custódia antes de ser liberado sob investigação. O ex-príncipe sempre negou ter cometido qualquer irregularidade relacionada a Epstein, mas não comentou os episódios mais recentes.
O que dizem os e-mails que deram início à investigação
As trocas de e-mail entre Andrew e Epstein divulgadas pelo Departamento de Justiça dos EUA não embasaram toda a investigação, mas serviram como ponto de partida para sua abertura. Em novembro de 2010, Andrew fez uma viagem à Ásia, financiada pelo governo britânico, e encaminhou relatórios sobre os países visitados a Epstein.
Em fevereiro de 2011, Andrew sugeriu que Epstein investisse em uma empresa de private equity que ele havia visitado uma semana antes. Todas as conversas ocorreram anos após Epstein ter sido condenado e cumprido 13 meses de prisão por facilitação da prostituição de menores.
- A investigação atual não tem relação com as acusações de agressão sexual contra menores das quais Andrew já foi alvo.
- A advogada Virginia Giuffre, uma das principais testemunhas de acusação do caso Epstein, afirmou ter mantido relações sexuais com o ex-príncipe em três ocasiões.
- Andrew sempre negou as acusações, mas fechou um acordo judicial com Virginia em 2022, o que impediu que o caso fosse a julgamento com júri.
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