PL e PT Preparam Embate no TSE após Desfile no Rio
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se tornou o palco de uma batalha entre o PT e o PL após o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no carnaval do Rio. Enquanto o PL acionou a Corte Eleitoral para investigar o financiamento à escola de samba, o PT avalia ingressar com uma representação alegando que há impulsionamentos de postagens com críticas ao governo e ao petista.
De acordo com um integrante da executiva nacional do PT, o partido está fazendo um levantamento sobre quais postagens foram impulsionadas para avaliar a necessidade de tomar alguma medida jurídica. Ele afirma que é preciso analisar a fundo quem está por trás dessa operação, que busca gerar prejuízos à imagem do governo federal em ano eleitoral.
O ministro da Secom, Sidônio Palmeira, afirma que os ataques a Lula partiram de legendas e parlamentares ligados à bancada evangélica, que passaram a explorar nas redes sociais imagens de uma das últimas alas da escola, a “Neoconservadores em conserva”, que trazia famílias dentro de latas. O ministro entende que, em razão dos impulsionamentos, foi “criado um debate falso” em relação ao tema.
Reivindicações do PL
O PL argumentou no pedido enviado ao tribunal que a apresentação da Acadêmicos de Niterói foi uma “explícita peça político-eleitoral, em ano eleitoral”, se convertendo em “propaganda governamental e partidária escancarada em cada alegoria, além de ataques nítidos a opositores, em típico comportamento eleitoreiro”. O partido quer apurar a utilização da máquina federal para captação de financiamento para a escola de samba, além de investigar se houve interferência do Palácio do Planalto no conteúdo do desfile.
Seguem as principais reivindicações do PL:
- Investigar a utilização da máquina federal para captação de financiamento para a escola de samba;
- Investigar se houve interferência do Palácio do Planalto no conteúdo do desfile;
- Avaliar se houve indícios de que o Planalto “foi convertido em comitê de organização carnavalesca”.
O TSE negou pedidos apresentados pelos partidos Novo e Missão, que queriam barrar a apresentação da escola de samba, alegando que a adoção de uma medida drástica dessa natureza seria uma censura. No entanto, os ministros ressaltaram que havia indícios de riscos de ilícitos eleitorais, abrindo brecha para revisitar o assunto no futuro.
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