Política interfere em juros, dólar e Bolsa? Saiba como investir em ano eleitoral
A pauta econômica é um tema relevante durante a corrida eleitoral, e os investidores buscam entender como a política pode afetar seus investimentos. No geral, a dúvida é como se proteger da volatilidade e tirar proveito da situação.
De acordo com Priscilla Cacavallo, gerente da Daycoval Investe, o ano eleitoral adiciona incerteza ao mercado, e o que move os preços é a percepção sobre a condução futura da política econômica, especialmente no campo fiscal. Ela afirma que “investir em ano eleitoral exige método” e que o investidor deve começar pelo básico: conhecer seu perfil e sua necessidade de liquidez.
Um estudo da XP indica que quatro vetores atuam sobre a volatilidade em anos eleitorais: choques globais, ruídos locais com impacto macroeconômico, mudanças abruptas no cenário eleitoral e discrepâncias entre pesquisas e resultados efetivos das urnas.
Para se proteger, o investidor pode buscar a diversificação internacional, como ativos diretamente no exterior, fundos cambiais ou ETFs. Além disso, é importante entender a curva de juros, que reflete as expectativas do mercado sobre inflação, crescimento e trajetória fiscal.
No que diz respeito à Bolsa de Valores, o impacto raramente é homogêneo, e setores mais sensíveis ao ciclo doméstico e à política econômica tendem a sofrer mais. Empresas de maior qualidade, com balanços sólidos e geração de caixa previsível, costumam se destacar em ambientes de maior incerteza.
É importante ter uma estratégia de investimento em ano eleitoral, considerando o perfil do investidor e as necessidades de resgate do investimento. A “chave” está em equilibrar proteção e oportunidade, mantendo foco em fundamentos e evitando decisões pautadas exclusivamente pelo ruído político de curto prazo.
Independentemente do perfil, alguns pontos merecem atenção: trajetória fiscal, sinalizações sobre política econômica, comportamento da curva longa de juros e fluxo estrangeiro. A lógica proposta por Priscilla Cacavallo parte de uma ordem clara de prioridades: primeiro, proteção, e depois, oportunidade.
Um bom investidor não foge da volatilidade, mas a utiliza com inteligência. A travessia eleitoral tende a separar movimentos táticos de estratégias duradouras, e a alocação vencedora será aquela capaz de proteger capital sem abrir mão das assimetrias que surgem quando o mercado exagera nas incertezas.
Para isso, é fundamental ter uma
- carteira
bem diversificada e equilibrada, com uma combinação de ativos que possam proteger o capital e aproveitar as oportunidades que surgem.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link