Bloco Mulheres Rodadas Discute Violência Contra a Mulher no Rio
O bloco Mulheres Rodadas realizou um desfile no Largo do Machado, na zona sul do Rio de Janeiro, com o objetivo de discutir a violência contra a mulher. A pernalta Luciana Peres, de 46 anos, desfilou com uma fantasia que simbolizava as tentativas de assassinato sofridas pela farmacêutica Maria da Penha Fernandes em 1983.
A lei federal que tipifica o crime de violência doméstica no Brasil, conhecida como Lei Maria da Penha, foi criada em 2006, anos após o caso de Maria da Penha. No entanto, mesmo após 20 anos da criação da lei, o Brasil atingiu o recorde de feminicídio no ano passado.
Performances e Músicas com Tema Feminino
O bloco Mulheres Rodadas discute o assédio, a violência doméstica e o feminicídio por meio de fantasias, placas e performances. A lista de músicas do bloco é preparada cuidadosamente, com intérpretes e compositoras mulheres, e temas femininos e feministas.
- Marchinhas clássicas como Abre Alas, de Chiquinha Gonzaga
- Temas atuais como Vai, Malandra, de Anita e Ama sofre e chora, de Pablo Vittar
- Composições internacionais icônicas, como Toxic, de Britney Spears
A regente e coordenadora de percussão, Simone Ferreira, explica que o repertório é voltado para intérpretes e compositoras mulheres, com temas femininos e feministas.
Necessidade de Compromisso dos Homens
O folião Raul Santiago destaca a necessidade de compromisso dos homens com o fim do problema da violência contra a mulher. Ele afirma que os homens são quem mais precisa estar junto e entender que a violência começa com uma atitude dos homens.
A coordenadora do bloco, Renata Rodrigues, cobra apoio do poder público e da iniciativa privada para passar a mensagem e combater a violência contra a mulher.
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