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Oposição faz primeira manifestação na Venezuela após queda de Maduro

Oposição faz primeira manifestação na Venezuela após queda de Maduro

Milhares de opositores saíram às ruas de Caracas na primeira manifestação desde a queda do ditador Nicolás Maduro em uma operação dos EUA, em janeiro. O protesto ocorreu no momento em que a Assembleia Nacional iniciou o debate para aprovar, em segunda votação, uma lei de anistia.

A manifestação fez parte de uma ação nacional que abrange 17 Estados, com estudantes universitários reivindicando a libertação de todos os presos políticos e mais transparência. Em Caracas, o protesto se concentrou ao redor da Universidade Central da Venezuela (UCV), com os opositores usando camisas brancas, levando faixas e bandeiras contra o regime chavista.

Presos políticos

A ONG Foro Penal contabiliza mais de 600 presos políticos ainda aguardando a libertação em um processo de indultos iniciado no dia 8 de janeiro pela presidente interina Delcy Rodríguez e seu irmão, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional. A líder da oposição e ganhadora do Nobel da Paz, María Corina Machado, postou um vídeo mostrando parte da manifestação, escrevendo “A Venezuela será livre! Viva os nossos estudantes!”.

A lei de anistia, proposta por Delcy e defendida por seu irmão, libertaria todos os detidos ao longo dos últimos 27 anos, desde que o chavismo assumiu o poder, excluindo aqueles que cometeram graves violações de direitos humanos, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, homicídio doloso, tráfico de drogas e crimes contra o patrimônio público.

Debate

O texto em discussão tem sido descrito por interlocutores do governo como “ambicioso” e capaz de marcar “um ponto de virada”. Especialistas estimam que a anistia poderá libertar um número grande de presos, sem imposição de condições. No entanto, organizações de direitos humanos apontam que ainda não houve divulgação detalhada dos critérios que serão adotados para conceder o benefício, o que alimenta a desconfiança entre a oposição.

Na semana passada, os deputados aprovaram o projeto em primeira votação. A segunda votação foi suspensa em meio à consulta pública pela qual passam os projetos de lei na Venezuela. Participam juristas, líderes da oposição e parentes de presos políticos.

  • A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que María Corina Machado deverá prestar contas, caso volte ao país.
  • Delcy também afirmou que Maduro continua sendo o “líder legítimo” da Venezuela.
  • A Assembleia Nacional continuará a discussão na próxima sessão ordinária, na semana que vem.

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