Análise da Vale (VALE3) no 4T25
A Vale (VALE3) reportou um prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões no 4T25, quase cinco vezes superior ao resultado negativo de US$ 694 milhões no mesmo período do ano anterior. Esse resultado foi pressionado por baixas contábeis que somaram US$ 3,5 bilhões em ativos de níquel no Canadá e US$ 2,8 bilhões em imposto diferido.
No entanto, excluindo efeitos não recorrentes, o lucro líquido proforma teria sido de US$ 1,4 bilhão, abaixo da expectativa de US$ 2,457 bilhões. O desempenho operacional mostrou resiliência, com Ebitda de US$ 4,5 bilhões (ou US$ 4,8 bilhões na modalidade proforma, margem de 44%) e receita líquida de US$ 11 bilhões, alta de 9% no ano.
Desempenho no Mercado
As ações da Vale seguem como um dos destaques de 2026, com valorização próxima de 24% no ano e renovação da máxima histórica em R$ 91,62. Após tocar esse patamar, o papel recuou 0,95%, fechando a R$ 89,23, deixando sombra superior no candle — sinal de possível exaustão no curtíssimo prazo.
A estrutura técnica permanece altista, com preços acima das médias móveis. No entanto, o movimento já mostra sinais de esticamento: o IFR (14) marca 66,54 no diário e 89,81 no semanal, em região de sobrecompra, o que eleva a probabilidade de ajustes técnicos, sem descaracterizar, por ora, a tendência principal de alta.
Análise Técnica
No gráfico diário, a tendência de alta é forte, com a Vale operando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, ambas inclinadas para cima. A renovação da máxima histórica em R$ 91,62 reforça a dominância compradora, mas o fechamento aos R$ 89,23, com queda de 0,95%, e a formação de sombra superior indicam possível perda momentânea de fôlego.
Para que o ativo dê continuidade à tendência, será fundamental romper com consistência a máxima em R$ 91,62. Acima desse patamar, projeto alvos em R$ 92,30, R$ 94,10 e R$ 96,35, com extensões mais amplas em R$ 100,00 e R$ 101,80.
- Alta de 9% na receita líquida no ano.
- Ebitda de US$ 4,5 bilhões (ou US$ 4,8 bilhões na modalidade proforma, margem de 44%).
- Valorização próxima de 24% no ano.
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