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Trump quer reerguer indústria naval, mas investimento de bilhões ainda não veio

Trump quer reerguer indústria naval, mas investimento de bilhões ainda não veio

O presidente Donald Trump pareceu satisfeito quando o CEO de uma gigante francesa de logística foi à Casa Branca, quase um ano atrás, anunciar um grande investimento em portos e navegação nos Estados Unidos. No entanto, desde o anúncio, apenas uma fração dos recursos prometidos chegou ao país.

A CMA CGM, empresa familiar com sede em Marselha, na França, é pouco conhecida nos Estados Unidos, mas desempenha um papel crucial nas cadeias globais de suprimentos e fatura bilhões. A empresa prometeu investir US$ 20 bilhões no setor marítimo dos EUA, mas até agora, não há sinais de que cumprirá sua promessa.

A indústria naval americana, enfraquecida, precisa com urgência de grandes aportes, e uma injeção de recursos ajudaria Trump a alcançar seu objetivo de fortalecer o setor para enfrentar a ascensão da China como potência na navegação comercial. No entanto, o plano de ação marítimo está meses atrasado, e o Congresso ainda não avançou com uma legislação bipartidária que criaria mais subsídios necessários para atrair novos investimentos.

Outras empresas, como a Hanwha, conglomerado sul-coreano, também prometeram investir nos Estados Unidos. A Hanwha afirmou que pretende construir mais embarcações no estaleiro da Filadélfia que comprou durante o governo Biden e planeja investir US$ 5 bilhões na expansão do estaleiro.

No entanto, os custos da navegação nos Estados Unidos são um fator de desestímulo. Construir uma embarcação comercial no país pode ser até cinco vezes mais caro do que na Ásia. A CMA CGM avaliou encomendar navios porta-contêineres fabricados nos Estados Unidos no ano passado, mas concluiu que o preço tornava a compra inviável.

A empresa também fez pouco para cumprir outro compromisso: colocar cerca de 20 embarcações adicionais sob a bandeira marítima americana, medida que criaria empregos para dezenas de marinheiros dos Estados Unidos. Desde março, a empresa adicionou apenas um navio com bandeira americana à sua frota.

A CMA CGM afirmou que havia “destinado” cerca de US$ 1 bilhão para ampliar a capacidade de seus terminais no Porto de Nova York e Nova Jersey, bem como no Porto de Los Angeles. A empresa também informou que uma joint venture que estava estruturando com a Stonepeak, empresa americana de investimentos, pretendia realizar novos aportes em portos nos Estados Unidos e em outros países.

No entanto, a CMA CGM não mencionou novos projetos nos Estados Unidos planejados pela joint venture e, ao fechar o negócio, na prática reduziu sua participação em portos americanos e em outros, ao vender uma fatia de 25% desses ativos para a Stonepeak.

A Casa Branca divulga seu próprio levantamento das promessas de investimento, que inclui os US$ 20 bilhões da CMA CGM. O presidente Trump usou sua habilidade diplomática para garantir trilhões de dólares em investimentos em nosso país, que vão trazer de volta a produção industrial e criar empregos para os americanos.

Em resumo, o investimento de bilhões prometido pela CMA CGM ainda não veio, e a indústria naval americana continua a precisar de grandes aportes para se fortalecer e enfrentar a concorrência da China.

  • A CMA CGM prometeu investir US$ 20 bilhões no setor marítimo dos EUA, mas até agora, não há sinais de que cumprirá sua promessa.
  • A indústria naval americana precisa com urgência de grandes aportes para se fortalecer e enfrentar a concorrência da China.
  • A Hanwha, conglomerado sul-coreano, afirmou que pretende construir mais embarcações no estaleiro da Filadélfia que comprou durante o governo Biden.

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