Resumo dos Balanços do 4T: Suzano e Klabin
O quarto trimestre trouxe resultados distintos para as fabricantes de papel e celulose Suzano e Klabin, com a primeira recebendo elogios por volumes fortes, custos mais baixos e geração robusta de caixa, enquanto a segunda apresentou números considerados neutros.
A Suzano teve um desempenho notável, com vendas e preços de celulose acima do esperado, custos em mínimas de vários anos e forte geração de caixa livre. Além disso, a empresa anunciou um programa de recompra equivalente a 6,5% das ações em circulação. Isso levou a uma alta de 13,32% nas ações da empresa, fechando em R$ 57,93.
Já a Klabin apresentou resultados mistos, com o EBITDA superando as expectativas, mas a geração de caixa livre sendo negativa. O desempenho do segmento de caixas de papelão ondulado mostrou sinais iniciais de moderação, e a dinâmica de custos permaneceu desafiadora. As ações da Klabin subiram 6%, fechando em R$ 21,02.
Análises dos Bancos
Os bancos de investimento têm opiniões variadas sobre as ações das duas empresas. O Bradesco BBI reiterou recomendação de compra para a Suzano, com preço-alvo de R$ 58, enquanto o JPMorgan manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 77,50. Já para a Klabin, o BBI manteve recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 24, e o JPMorgan manteve classificação de compra e preço-alvo de R$ 29.
O Itaú BBA classificou o resultado da Klabin como negativo, devido a preços de celulose mais baixos do que o esperado e a um desempenho de custos pior do que o previsto. No entanto, o banco manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 21.
- A Suzano teve um desempenho notável no 4T, com volumes fortes e custos mais baixos.
- A Klabin apresentou resultados mistos, com o EBITDA superando as expectativas, mas a geração de caixa livre sendo negativa.
- Os bancos de investimento têm opiniões variadas sobre as ações das duas empresas, com recomendações de compra para ambas.
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