Conflito no TCE-AM: Sessão Vira Ringue de Discussão
A sessão do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) desta segunda-feira foi marcada por um clima tenso e uma discussão acalorada entre os conselheiros Ari Moutinho Júnior e Luís Fabian Barbosa. A causa do conflito foi a cobrança por notas baixas na educação estadual, que levou a uma troca de farpas e ataques diretos entre os dois conselheiros.
O estopim do conflito foi a educação no Amazonas, que está em último lugar nas avaliações nacionais do Ministério da Educação (MEC). Ari Moutinho cobrou uma fiscalização minuciosa dos recursos aplicados pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e mirou diretamente em Fabian Barbosa, que já comandou a pasta. Moutinho insinuou que haveria resistência em investigar contratos firmados durante gestões passadas.
Ataques Pessoais e Respostas
A tensão atingiu o ápice quando Ari Moutinho declarou que não possui qualquer respeito por Fabian Barbosa e afirmou que o colega deve explicações à população que “sofre com a falta de educação de qualidade”. A resposta de Luís Fabian veio em tom frio e defensivo, evitando o confronto direto.
- A esquiva: “Não vou perder meu tempo respondendo a impropérios”, rebateu.
- A defesa: afirmou que não usará o cargo para “buscar plateia” ou protagonismo.
- O recado: garantiu que eventuais acusações devem ser tratadas exclusivamente nos canais institucionais.
Diante do acirramento dos ânimos e da quebra do decoro, a presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins, precisou intervir para encerrar o embate e restabelecer a ordem na sessão. O debate foi interrompido para que a pauta oficial pudesse prosseguir, mas o clima de constrangimento permaneceu evidente.
O episódio escancara uma ferida aberta na gestão pública do Amazonas: o abismo entre os elevados investimentos na educação e os resultados pífios obtidos nas avaliações nacionais do MEC. Isso demonstra a necessidade de uma gestão mais eficaz e transparente dos recursos públicos, especialmente na área da educação.
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