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Monitoramento: Polícia admite ‘missão de inteligência’ sobre gestão João Campos

Monitoramento: Polícia admite ‘missão de inteligência’ sobre gestão João Campos

A Polícia Civil de Pernambuco admitiu que realizou uma “missão de inteligência” para monitorar a gestão do prefeito do Recife, João Campos. No entanto, a corporação afirmou que essa ação não foi registrada oficialmente e não seguiu os procedimentos legais necessários para a abertura de um inquérito policial.

O advogado Rafael Carneiro, que representa João Campos, afirmou que o ofício da Polícia Civil de Pernambuco reconhece que houve um monitoramento clandestino e ilegal. Ele destacou que já existem indícios suficientes de abuso de autoridade e improbidade administrativa por parte dos envolvidos.

A investigação começou após o secretário municipal de Articulação Política e Social, Gustavo Queiroz Monteiro, relatar que foi seguido por policiais civis entre agosto e outubro de 2025. Ele afirmou que os agentes acompanharam o veículo utilizado por ele e por seu irmão, Eduardo, e instalaram um rastreador no carro sem autorização judicial.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, ordenou que a Polícia Federal investigue o suposto monitoramento e determinou o trancamento da investigação conduzida pelo Gaeco, um grupo de atuação especial de repressão ao crime organizado do Ministério Público de Pernambuco.

As acusações de espionagem se tornaram mais um capítulo dos atritos entre João Campos e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra. Os dois devem se enfrentar nas eleições deste ano para o governo estadual.

  • A Polícia Civil de Pernambuco admitiu que realizou uma “missão de inteligência” para monitorar a gestão do prefeito do Recife, João Campos.
  • O advogado Rafael Carneiro afirmou que o ofício da Polícia Civil de Pernambuco reconhece que houve um monitoramento clandestino e ilegal.
  • O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, ordenou que a Polícia Federal investigue o suposto monitoramento e determinou o trancamento da investigação conduzida pelo Gaeco.

O caso está sendo investigado e pode ter implicações políticas e legais significativas. A prefeitura do Recife comunicou que a suposta espionagem “caracteriza um ato inconstitucional e imoral” e que agora poderá ser investigada com seriedade.

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