Julgamento da BHP em Londres por Desastre de Mariana é Adiado
O julgamento da mineradora BHP em Londres, relacionado ao desastre de Mariana em 2015, foi adiado para abril de 2027. A decisão foi tomada pela corte de Londres, onde corre o processo de atingidos pelo desastre contra a BHP.
O desastre ocorreu quando uma barragem operada pela Samarco, uma joint venture entre a australiana BHP e a brasileira Vale, rompeu, soterrando o distrito de Bento Rodrigues em Mariana. O rio Doce foi contaminado e 19 pessoas morreram.
Detalhes do Julgamento
As audiências, que começariam em outubro de 2026, agora acontecerão a partir de abril de 2027. Essas audiências vão abarcar a comprovação e quantificação dos prejuízos provocados pelo desastre.
O escritório dos atingidos, Pogust Goodhead (PG), havia pedido que as audiências começassem em janeiro, enquanto a BHP pediu que fossem adiadas até julho.
Exclusão de Autores
Além disso, os advogados dos atingidos confirmaram que aqueles que receberam pagamento de indenização no Brasil, com quitação integral, deverão ser excluídos do processo no Reino Unido.
A BHP estimou que aproximadamente 240 mil autores no processo inglês se enquadrem nessa categoria, o que reduziria o número de autores de 620 mil para 380 mil.
A exclusão da ação de autores beneficiados no Brasil se dá porque a Corte Inglesa reconheceu os programas de indenização implementados no Brasil desde 2015 e confirmou a validade das quitações assinadas pelas pessoas impactadas pelo rompimento da barragem.
- A Samarco, com o apoio da BHP Brasil e da Vale, continua a implementar o Novo Acordo do Rio Doce firmado com as autoridades brasileiras em outubro de 2024.
- Esse acordo assegurou um valor de R$ 170 bilhões.
- Mais de 610.000 pessoas já receberam compensação e auxílio financeiro desde o rompimento da barragem.
A BHP afirmou que, em paralelo, apresentará recurso perante a Corte de Apelação contra o julgamento de responsabilidade.
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