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Queda do Ouro: Rali Acabou ou é Só Correção?

A recente queda do ouro foi intensa e interrompeu um rali que havia levado o metal a níveis recordes. Em poucos pregões, os preços devolveram grande parte dos ganhos e entraram em uma fase de volatilidade elevada. Isso levou investidores a questionar se a queda é apenas uma correção ou um sinal de mudança no ciclo do ouro.

A avaliação predominante entre grandes bancos é que a tese de busca do ouro como diversificação do dólar não mudou. O UBS argumenta que mercados altistas do ouro raramente terminam por causa de uma correção pontual, mesmo quando ela é intensa. Historicamente, os grandes ciclos de queda do ouro ocorreram quando há uma mudança clara de regime monetário, com juros reais elevados por períodos prolongados, dólar estruturalmente forte, melhora consistente do ambiente geopolítico e recuperação plena da credibilidade dos bancos centrais.

O que Esperar dos Preços daqui para Frente?

Se o ciclo estrutural segue de pé, o consenso entre analistas é que a volatilidade deve permanecer elevada no curto prazo, impulsionada por ajustes técnicos, menor liquidez e redução de posições alavancadas. No entanto, a expectativa é de retomada da alta, sustentada por compras de bancos centrais, entrada de recursos em ETFs e juros reais mais baixos.

O UBS projeta um período de consolidação, com o ouro encontrando suporte em entre US$ 4.500 e US$ 4.800 por onça, antes de voltar a subir em direção a cerca de US$ 6.200 ao longo de 2026. Já o JPMorgan é ainda mais construtivo e projeta o ouro em US$ 6.300 por onça até o fim de 2026, avaliando que a demanda estrutural segue forte e que a correção recente não compromete o ciclo de longo prazo.

O que Isso Significa para o Investidor?

A principal conclusão é que a queda recente não muda o papel do ouro dentro da carteira, mas muda a expectativa sobre o caminho até novos patamares. O ouro não deve ser visto como um ativo de momentum, mas como uma proteção estratégica de longo prazo dentro do portfólio. Alguns bancos recomendam aproveitar a queda como uma oportunidade de investimento.

Em relação à prata, a perspectiva é mais cautelosa do que no ouro, pois não conta com compras de bancos centrais, o que a torna mais dependente de fluxos financeiros e da demanda industrial. Os preços já se encontram próximos de suas estimativas de longo prazo, em torno de US$ 85 por onça, e ainda não oferecem uma relação risco-retorno atrativa no curto prazo.

  • O ouro está em uma fase intermediária a avançada do ciclo, com novas máximas convivendo com correções relevantes ao longo do caminho.
  • A demanda estrutural do ouro segue forte, sustentada por compras de bancos centrais e entrada de recursos em ETFs.
  • A prata é mais dependente de fluxos financeiros e da demanda industrial, com preços próximos de suas estimativas de longo prazo.

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