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Líder da bancada evangélica apoiou acordo do INSS com entidade acusada de fraude

Líder da Bancada Evangélica e o Acordo com Entidade Acusada de Fraude

O deputado federal Silas Câmara, uma das principais lideranças da bancada evangélica, participou da assinatura de um acordo entre o INSS e a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), uma entidade investigada por suposta fraude em descontos de aposentadorias.

Desde a assinatura do acordo, a CBPA recebeu R$ 221 milhões repassados pelo INSS, entre março de 2023 e abril de 2025. Silas Câmara acompanhou o presidente da CBPA, Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, em reuniões com a cúpula do INSS no início de 2021, ainda durante o governo de Jair Bolsonaro.

Investigação e Contratos

A investigação sobre a CBPA revelou que a entidade firmou contratos com empresas de familiares de Silas Câmara, para as quais repassou R$ 1,8 milhão. Esses contratos incluem a Network Multimídia, a Network Filmes e a Rádio Morena FM, que é dirigida por um filho de Silas Câmara.

Além disso, a CBPA também contratou a advogada Milena Ramos Câmara, filha de Silas, para o setor jurídico. A defesa do deputado afirmou que não há qualquer base fática ou indício mínimo que permita cogitar que as empresas foram usadas para fins irregulares.

Repercussões e Conflitos

O caso tem gerado repercussões e conflitos dentro da bancada evangélica. A senadora Damares Alves, aliada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, sugeriu que haveria pressão para abafar o caso nas igrejas, o que gerou uma resposta negativa do pastor Silas Malafaia.

A CPI do INSS será retomada com depoimento de Daniel Vorcaro, do Banco Master, e pode trazer mais revelações sobre o caso. A situação tem mostrado divisões dentro da bancada evangélica e pode ter implicações nas eleições deste ano.

  • A CBPA recebeu R$ 221 milhões repassados pelo INSS desde a assinatura do acordo.
  • Silas Câmara participou da assinatura do acordo e acompanhou o presidente da CBPA em reuniões com a cúpula do INSS.
  • A investigação revelou contratos entre a CBPA e empresas de familiares de Silas Câmara.

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