Oportunidades de Investimento com a Manutenção da Taxa Básica de Juros
Com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, os investidores buscam oportunidades para rentabilizar seus recursos. Segundo especialistas, as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B) são uma opção atraente, pois oferecem rendimento atrelado à variação da inflação (IPCA) mais uma taxa de juros prefixada.
Rogério Freitas, líder de investimentos do ASA, destaca que as NTN-Bs são a classe de ativos que mais agrada e considera mais barata. Ele afirma que os juros reais de equilíbrio estrutural de longo prazo no Brasil não são 7,5%, e que em um cenário positivo, esses 7,5% podem cair para 4,5%, representando um ganho de 300 pontos base. Isso pode resultar em uma valorização dos papéis de 30% a 40% ao longo de 10 ou 15 anos.
Oportunidades de Renda Fixa
- NTN-Bs: oferecem rendimento atrelado à variação da inflação (IPCA) mais uma taxa de juros prefixada.
- Investimentos pré-fixados: acima de 13% ao ano, são atraentes, mas envolvem riscos.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, também afirma que as NTN-Bs de longo prazo apresentam prêmios bastante interessantes, com títulos de vencimento em torno de 10 anos sendo negociados próximos ao valor de IPCA + 7,6%. Cristian Pelizza, economista-chefe da Nippur Finance, alerta que as NTN-Bs não são adequadas para todos os perfis de investidores, pois apresentam alta volatilidade e podem ter a rentabilidade negativa a preços de mercado.
Oportunidades de Renda Variável
O economista-chefe da Nippur Finance observa que há boas oportunidades em praticamente todas as classes de ativos. No que diz respeito à Bolsa, ele afirma que as ações ainda estão sendo negociadas a múltiplos baixos, mesmo após as valorizações ocorridas no ano passado e no início deste ano. Além disso, ele destaca que ainda há fundos imobiliários sendo negociados a preços inferiores ao valor patrimonial.
Shahini aponta que há incertezas em relação ao ritmo dos cortes de juros e ao patamar final da Selic ao término do ciclo de afrouxamento monetário. Ele pontua que um corte eventualmente mais agressivo na Selic tende a beneficiar a Bolsa de forma geral, devido à redução da taxa de desconto aplicada aos fluxos de caixa das empresas.
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