Consumo das Famílias Impulsiona a Economia e Reduz o Desemprego
O Brasil alcançou em 2025 a menor taxa de desemprego desde 2012, com 5,6% da população em busca de trabalho, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado é notável, considerando que a taxa básica de juros do país alcançou o maior nível em quase 20 anos, o que normalmente funciona como um freio para a economia.
A coordenadora da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, Adriana Beringuy, atribui o principal motivo para essa baixa no desemprego às compras das famílias. “A gente mantém uma economia basicamente impulsionada pelo consumo das famílias”, afirma. Os dados da Pnad revelam que o Brasil registrou 103 milhões de trabalhadores ocupados e 6,2 milhões de pessoas em busca de trabalho em 2025.
Setores que Mais Oferecem Vagas de Trabalho
De acordo com a pesquisa do IBGE, os setores que mais oferecem vagas de trabalho são:
- Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: 19,5 milhões
- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: 19 milhões
- Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: 13,4 milhões
- Indústria geral: 13,3 milhões
- Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: 7,9 milhões
- Construção: 7,4 milhões
- Serviços domésticos: 5,7 milhões
- Transporte, armazenagem e correio: 5,9 milhões
- Outros serviços: 5,6 milhões
- Alojamento e alimentação: 5,4 milhões
A pesquisa também destaca o aumento do número de trabalhadores por conta própria, que chegou a 26,1 milhões, sendo 73% deles informais (sem CNPJ). Além disso, o número de empregados com carteira assinada alcançou 38,9 milhões de pessoas em 2025, o mais alto da série.
O Banco Central (BC) tem um papel importante na regulação da economia, e a taxa básica de juros é uma das ferramentas utilizadas para controlar a inflação. No entanto, a coordenadora do IBGE destaca que o consumo das famílias foi canalizado para bens não duráveis, como alimentação, vestuário e serviços de alimentação, o que não depende necessariamente do acesso a crédito, mas sim do crescimento da renda do trabalhador.
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