Dívida Pública pode alcançar até R$ 10,3 trilhões em 2026
A Dívida Pública Federal (DPF) deve chegar ao fim de 2026 entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões, de acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF) divulgado pelo Tesouro Nacional. Essa previsão é baseada nos números de 2025, quando a dívida pública alcançou um nível recorde, superando R$ 8,6 trilhões.
O plano apresenta metas para a dívida pública em 2026, incluindo a composição da dívida, que deve ser:
- Títulos vinculados à Selic: de 46% a 50%
- Títulos corrigidos pela inflação: de 23% a 27%
- Títulos prefixados: de 21% a 25%
- Títulos vinculados ao câmbio: de 3% a 7%
Os títulos corrigidos por taxas flutuantes aumentam o risco da dívida pública, pois a Selic pressiona mais o endividamento do governo quando os juros básicos da economia sobem. Já os títulos prefixados trazem mais previsibilidade, pois os juros são definidos no momento da emissão e não variam ao longo do tempo.
O prazo médio da DPF deve ficar entre 3,8 e 4,2 anos no fim de 2026, e a parcela da dívida que vence nos próximos 12 meses deve encerrar 2025 entre 18% e 22%. O Tesouro Nacional tem dois mecanismos de segurança para garantir a capacidade de financiamento em caso de crise econômica: reservas internacionais suficientes para pagar os vencimentos da dívida pública externa em 2026 e um colchão de R$ 1,187 trilhão para cobrir 7,33 meses dos vencimentos da dívida pública interna.
O banco central desempenha um papel importante na gestão da dívida pública, pois é responsável por regular a oferta de moeda e controlar a inflação. Além disso, o Tesouro Nacional emite títulos e pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos, comprometendo-se a devolver os recursos com alguma correção.
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