Análise Econômica: O Desafio do Juro Real no Brasil
O crescimento dos gastos do governo brasileiro está elevando a proporção de dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) de forma escalonada, o que pode levar a dificuldades no pagamento de títulos do Tesouro Direto emitidos com prazos longos. Segundo Luis Stuhlberger, CEO da Verde Asset Management, caso os gastos sigam elevados, isso poderá pressionar a inflação e manter o juro real em patamar elevado.
Atualmente, o juro real está em 9,44%, patamar considerado longe do ideal para manter a economia crescendo sem gerar inflação. Stuhlberger afirma que o juro longo no Brasil é um ponto de preocupação, sendo considerado “muito estressado”. Em comparação com os títulos americanos, os papéis nacionais estão, em média, 5% acima dos americanos, e 0,7% acima da média histórica.
Dívida Pública e Juro Real
A dívida pública brasileira é um tema central na análise de Stuhlberger. De acordo com uma projeção do Tesouro Nacional, a dívida bruta subirá a 83,6% do PIB no fechamento deste ano. Além disso, a carga tributária chegou a 32,2% do PIB em 2024, o que é considerado “insano” e insustentável a longo prazo.
Stuhlberger afirma que a chance do Brasil pagar juro real de 8% nos próximos 10 anos é nenhuma. Ele sugere que uma possibilidade de diminuir os gastos públicos seria vincular o reajuste das aposentadorias pela Previdência Social à inflação, em vez de ao salário mínimo.
- A dívida pública brasileira está em 83,6% do PIB.
- A carga tributária chegou a 32,2% do PIB em 2024.
- O juro real está em 9,44%, patamar considerado longe do ideal.
Em resumo, o Brasil enfrenta desafios significativos em relação ao juro real e à dívida pública. É fundamental que sejam tomadas medidas para reduzir os gastos públicos e manter a economia estável.
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