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Aposta de Bolsonaro no filho provoca reação e expõe fissuras da direita em SC

A Crise Política em Santa Catarina

A entrada de Carlos Bolsonaro na disputa por uma vaga ao Senado por Santa Catarina desencadeou um efeito dominó na política estadual, ampliando o racha no bolsonarismo e empurrando o Centrão para uma articulação contra o PL no estado.

A crise institucionalizada no plano partidário reflete um desconforto que já vinha sendo manifestado no plano local. Apesar do apoio explícito do ex-presidente Jair Bolsonaro, a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina encontrou resistência entre prefeitos, deputados estaduais e lideranças regionais.

Reações e Consequências

As reações contra a candidatura de Carlos Bolsonaro incluem críticas de prefeitos e parlamentares, que sugerem que o eleitor catarinense não aceitaria a candidatura de alguém sem trajetória política no estado. Além disso, a entrada de Carlos desorganiza um arranjo que vinha sendo costurado com base em candidaturas locais.

Aliados de Carlos apostam que o capital eleitoral do ex-presidente pode ser transferido para a disputa ao Senado. No entanto, a leitura não é consensual, e dirigentes partidários ponderam que a popularidade do ex-presidente não garante, automaticamente, o mesmo desempenho para o filho.

Riscos e Desdobramentos

Antes da entrada de Carlos, a deputada federal Caroline de Toni era tratada como o nome da “chapa pura” do PL. Com a mudança de cenário, De Toni ficaria sem espaço dentro do partido e planeja deixar o PL e se filiar ao Novo para manter sua candidatura ao Senado.

A reação da deputada federal é apenas um dos desdobramentos da crise política em Santa Catarina. A escolha de Carlos Bolsonaro para a vaga da chamada “chapa pura” do PL prioriza o vínculo familiar com o ex-presidente em detrimento de um acordo político mais amplo no estado.

  • A crise política em Santa Catarina expõe fissuras da direita no estado.
  • A entrada de Carlos Bolsonaro na disputa por uma vaga ao Senado desencadeou um efeito dominó na política estadual.
  • A escolha de Carlos Bolsonaro para a vaga da chamada “chapa pura” do PL prioriza o vínculo familiar com o ex-presidente em detrimento de um acordo político mais amplo no estado.

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