Tesouro Direto: Taxas em Queda
As taxas dos títulos do Tesouro Direto estão em queda na manhã desta terça-feira, acompanhando o viés de baixa dos juros no mercado local. Isso ocorre após a divulgação do IPCA-15 de janeiro, que veio abaixo do esperado, e do recuo do dólar frente ao real.
Os títulos prefixados registravam novo ajuste para baixo. O Tesouro Prefixado 2028 passou a pagar 12,89% ao ano, ante 12,92% na segunda-feira. Já o Tesouro Prefixado 2032 recuava de 13,53% para 13,50%, enquanto o Prefixado com Juros Semestrais 2035 cedia de 13,61% para 13,58%.
Nos papéis indexados à inflação, o movimento também era de queda ao longo da curva. O Tesouro IPCA+ 2029 passou de 7,83% para 7,78% de juros reais, enquanto o Tesouro IPCA+ 2040 recuava de 7,28% para 7,27%. No longo prazo, o Tesouro IPCA+ 2050 caía de 6,90% para 6,88%, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 passava de 7,23% para 7,19%.
Motivos da Queda
O movimento ocorre após a divulgação do IPCA-15, que registrou alta de 0,20% em janeiro, desacelerando em relação a dezembro (0,25%) e ficando abaixo da mediana das projeções do mercado. Além disso, o dólar está em queda ante o real, com o câmbio a R$ 5,25, o que também contribui para aliviar as expectativas inflacionárias e sustentar o recuo das taxas dos títulos públicos.
Os principais motivos da queda das taxas são:
- IPCA-15 em janeiro em 0,20%, abaixo da expectativa;
- Recuo do dólar ante o real;
- Expectativas de corte na Selic.
O mercado segue atento aos leilões de NTN-B (Tesouro IPCA+) e LFT (Tesouro Selic), previstos para esta manhã. Com a performance dos vencimentos mais longos na sessão anterior, não parece desprezível a possibilidade de um incremento no DV01 (risco para o mercado) ofertado.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link