Fundo de Itaguaí que aplicou 20% do patrimônio no Master já espera ‘visita da PF’
O clima em Itaguaí, na Baixada Fluminense, é de expectativa após uma operação da Polícia Federal (PF) mirar gestores do Rioprevidência. O presidente do Itaprevi, Carlos Eduardo Cruz Ferreira Gonçalves, afirma ter certeza de que uma investigação nos moldes da realizada no fundo estadual deve atingir o município.
O Itaprevi é uma das 18 entidades que investiram em Letras Financeiras (LFs) do Banco Master, com 20% do patrimônio comprometido com papéis sem garantia do banco liquidado. Gonçalves responsabiliza a antiga gestão pelos aportes no Master e se prepara para “possíveis visitas” de agentes da PF no instituto.
- Os investimentos do Itaprevi no Master totalizam R$ 59,6 milhões, aplicados em junho e julho de 2024.
- A antiga gestão, liderada pela advogada Fernanda Pereira da Silva Machado, alterou a política de investimentos do fundo em 2024, elevando a permissão de aportes em LFs de 2% do patrimônio para 20%.
- A empresa de consultoria de investimentos ao Itaprevi opinou que títulos públicos eram mais seguros, mas a gestão escolheu LFs de 10 anos.
A advogada Fernanda nega que sua gestão tenha mudado a diretriz do fundo e afirma que a política de investimentos “já previa expressamente” a possibilidade de alocação mínima de 2% e máxima de 20% em LFs. Ela também nega que relatórios da consultoria seriam contrários ao investimento em LFs.
O Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) abriu inquérito para apurar eventual risco de prejuízo e possível responsabilização dos agentes envolvidos nas aplicações do Itaprevi. Servidores do município estão preocupados com o futuro do fundo e questionam a transparência e a comunicação clara sobre o caso.
O presidente do Itaprevi afirma que o prejuízo com as aplicações no Master não põe em risco os pagamentos aos aposentados e que o instituto tem saúde financeira para pagar a folha por no mínimo 10 anos. No entanto, o caso amplia o déficit atuarial do Itaprevi, que é de cerca de R$ 1 bilhão.
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