Brasil tem Vantagem Competitiva em IA, mas Enfrenta Desafio de Mão de Obra Insuficiente
O Brasil está em uma posição privilegiada para lidar com a inteligência artificial (IA) no mercado financeiro, devido à sua solidez do sistema bancário e infraestrutura de pagamentos instantâneos. No entanto, o país enfrenta um desafio significativo: a escassez de mão de obra qualificada em tecnologia.
De acordo com dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e da Deloitte, os bancos brasileiros investirão R$ 47,8 bilhões em tecnologia até o fim de 2025, com uma parcela significativa destinada a soluções de IA, big data e Analytics. Além disso, o mercado mundial de IA aplicada a fintechs pode chegar a US$ 97,7 bilhões até 2033, segundo a IMARC Group.
O professor André Filipe Batista, especialista em ciência de dados, afirma que o Brasil tem uma arquitetura sólida para lidar com riscos de liquidação e crises de informação, o que nos dá vantagem, mas não nos torna imunes. Ele também destaca a importância da combinação entre digitalização avançada e capacidade regulatória para criar uma janela de oportunidade para o País se tornar referência em arquitetura de confiança digital.
Entre os desafios estruturais importantes, a escassez de mão de obra qualificada em tecnologia é o principal. Enquanto países como Índia e China formam centenas de milhões de profissionais na área, o Brasil ainda avança em ritmo mais lento. Ivo Mósca, diretor de Inovação, Produtos, Serviços e Segurança da Febraban, afirma que a inteligência artificial pode ajudar a acelerar esse processo, mas ela não substitui investimento em educação, formação docente e infraestrutura.
- A regulação clara é fundamental para garantir a segurança e estabilidade do sistema financeiro.
- A governança corporativa e ética também são essenciais para o uso responsável da IA.
- A colaboração entre entidades nacionais é importante para posicionar o Brasil como líder nas cadeias globais de valor digital.
O Plano Brasil Digital+, uma iniciativa multissetorial e colaborativa, visa posicionar o Brasil como líder nas cadeias globais de valor digital até 2030 e além, impulsionando o crescimento econômico, a inovação e a inclusão social por meio do uso estratégico das tecnologias digitais.
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