Boicote à Copa do Mundo nos EUA: Uma Discussão Necessária
O vice-presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB), Oke Göttlich, expressou sua preocupação com as ameaças do presidente americano, Donald Trump, contra a Groelândia e a União Europeia. Em entrevista ao jornal alemão Hamburger Morgenpost, Göttlich afirmou que é hora de “considerar e debater seriamente” um boicote à Copa do Mundo nos Estados Unidos.
Göttlich citou como exemplo os boicotes aos Jogos Olímpicos de 1980, em Moscou, e de 1984, em Los Angeles, como precedentes para uma discussão sobre um possível boicote. Ele questionou as justificativas para esses boicotes e argumentou que a ameaça potencial hoje é maior do que naquela época.
- Os Jogos Olímpicos de 1980 foram boicotados pelos EUA após a invasão do Afeganistão pela União Soviética em 1979.
- Em 1984, a União Soviética não participou dos Jogos Olímpicos sediados em Los Angeles.
- Göttlich argumenta que a ameaça potencial hoje é maior do que naquela época e que é necessário estabelecer limites e defender valores.
O vice-presidente da DFB também recordou outros casos recentes em que política e futebol se misturaram, como o caso do Catar. Ele questionou se as organizações e a sociedade estão se esquecendo de estabelecer limites e defender valores.
A Copa do Mundo deste ano será disputada por 48 seleções e terá 104 jogos, com 78 sediados nos EUA. A discussão sobre um possível boicote é um tema delicado e complexo, que envolve não apenas a política, mas também a esportiva e a econômica.
Em resumo, a declaração de Göttlich é um chamado à reflexão sobre os limites e os valores que devem ser defendidos no esporte e na sociedade. É uma discussão necessária e que pode ter implicações significativas para o futuro do futebol e da política internacional.
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