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Petróleo volta a subir com nova ameaça de Trump ao Irã; sequência de quedas acabou?

Petróleo Volta a Subir com Nova Ameaça de Trump ao Irã

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta sexta-feira, um dia depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar mais uma vez o Irã e gerar preocupações sobre o fornecimento de petróleo bruto. Segundo Trump, os EUA têm uma “armada” seguindo em direção ao país do Oriente Médio.

Desde a escalada dos protestos no Irã, Trump vem ameaçando intervir no país. De acordo com o próprio presidente, o governo americano mobilizou navios de guerra em direção à Ásia-Pacífico. Trump também reforçou a pressão que tem feito sobre Teerã e seu programa nuclear.

Impacto nos Preços do Petróleo

Em resposta à declaração, os preços do petróleo, que haviam caído cerca de 2% na sessão de quinta-feira, começaram a manhã desta sexta em alta, refletindo a preocupação do mercado de energia. Atualmente, o Irã produz mais de 3 milhões de barris de petróleo por dia, sendo um importante ator no mercado global.

Os contratos futuros do Brent, referência internacional, com vencimento em março, subiram 1,8%, para US$ 65,20 por barril, por volta das 10h04 no horário de Brasília. Aqui no Brasil, as ações do Petróleo (PETR3/PETR4) abriram a sessão em R$ 36,28 e R$ 33,58.

O que Esperar do Petróleo Agora?

Para o JPMorgan, apesar das tensões com os EUA, o prêmio geopolítico incorporado ao preço do petróleo é limitado. Neste ponto, os analistas estão se referindo tanto à recente declaração do presidente Trump sobre o Irã, quanto às investidas sobre a Venezuela, que também pressionaram os preços.

De acordo com o banco, mesmo com a ameaça recente do presidente americano, a perspectiva de uma ação imediata dos EUA contra Teerã perdeu força na última semana, com ambos os países dispostos à diplomacia. O mesmo vale para a Venezuela, que tem diminuído a volatilidade à medida que as exportações do país se aceleram.

  • O Goldman Sachs também elevou a recomendação de PRIO (PRIO3) de neutro para compra, com preço-alvo de R$ 58,45.
  • As ações da petroleira subiam no início da tarde 4,74%, R$ 48,44.
  • A expectativa é de que haja um forte crescimento orgânico da produção e maior visibilidade para dividendos.

Os analistas do JPMorgan acreditam que as interrupções de oferta ocorridas em janeiro forneceram suporte suficiente para manter os preços acima do valor justo. No entanto, esses fatores não são suficientes para impulsionar uma alta sustentada neste momento, afirma o banco.

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