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Ações da LVMH, dona da Moët & Chandon, caem após Trump ameaçar tarifa de 200%

Ações da LVMH, dona da Moët & Chandon, caem após Trump ameaçar tarifa de 200%

As ações europeias caíram nesta terça-feira, com destaque para o setor de bebidas e luxo, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses. Essa ameaça amplia as tensões comerciais entre Washington e a Europa.

O índice pan-europeu Stoxx Europe 600 recuou 1,4% por volta das 9h50 em Londres, com todos os setores e principais bolsas da região em território negativo. Entre os destaques negativos, as ações da LVMH, dona das marcas de champagne Moët & Chandon, Dom Pérignon e Veuve Clicquot, caíram 2,1% na bolsa de Paris no início do pregão.

Outra empresa afetada foi a francesa Remy Cointreau, fabricante do champagne Telmont, que registrava queda de 1,5%. O movimento ocorre após Trump afirmar que pretende aplicar uma tarifa de 200% sobre vinhos e champanhes franceses, depois que o presidente da França, Emmanuel Macron, teria se recusado a integrar um conselho proposto pelo presidente americano para tratar da situação em Gaza.

A aversão ao risco nos mercados europeus também foi reforçada pelo anúncio feito por Trump no sábado, de que oito aliados europeus estarão sujeitos a tarifas crescentes caso não seja fechado um acordo que permita aos EUA “comprar” a Groenlândia. Segundo o presidente, as tarifas começariam em 10% em 1º de fevereiro e subiriam para 25% em 1º de junho, afetando Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia.

Líderes europeus classificaram as novas ameaças tarifárias de Trump como inaceitáveis e avaliam medidas de resposta. A França defende que a União Europeia utilize seu instrumento econômico mais robusto de retaliação, conhecido como Instrumento Anticoerção.

Algumas das principais medidas que podem ser adotadas incluem:

  • Avaliar as consequências econômicas das tarifas propostas por Trump;
  • Desenvolver estratégias para mitigar os efeitos negativos das tarifas;
  • Buscar apoio de outros países europeus para uma resposta conjunta às ameaças de Trump.

O foco do mercado ao longo do dia se volta agora para o Fórum Econômico Mundial, em Davos, que intensifica sua programação nesta terça-feira com discursos de autoridades como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng, e o presidente francês Emmanuel Macron. Trump deve discursar no fórum na quarta-feira.

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