Fortuna dos Bilionários: Um Crescimento Exponencial
O mundo nunca teve tantos bilionários como agora, com mais de 3 mil pessoas detendo uma fortuna combinada de US$ 18,3 trilhões. Desde a eleição de Donald Trump em 2016, a riqueza desses indivíduos cresceu 16,2%, um ritmo três vezes maior do que a média anual dos últimos cinco anos.
Esse crescimento acelerado está diretamente relacionado a decisões políticas favoráveis aos super-ricos, como a redução de impostos sobre grandes fortunas e a desregulamentação de setores econômicos. Isso criou um ambiente em que os mais ricos retêm mais renda, pagam proporcionalmente menos impostos e operam com menos regras.
Concentração de Riqueza: Um Problema Global
A concentração de riqueza é um problema que afeta não apenas os Estados Unidos, mas também o mundo todo. Os dez bilionários mais ricos do mundo detêm cerca de US$ 2,4 trilhões, enquanto os doze mais ricos têm mais riqueza do que mais de quatro bilhões de pessoas, ou seja, a metade mais pobre da população global.
No Brasil, por exemplo, a concentração de riqueza alcançou níveis extremos, com 66 bilionários detendo cerca de US$ 253 bilhões. O sistema tributário regressivo do país pesa sobre a renda do trabalho, afetando mais as famílias mais pobres.
Influência Política e Desigualdade
A concentração de riqueza se converte em poder político e influência sobre a opinião pública. Bilionários têm 4 mil vezes mais chances de ocupar cargos políticos do que cidadãos comuns, e quase metade dos entrevistados em uma pesquisa global acredita que os ricos frequentemente compram eleições em seus países.
A Oxfam defende que os governos coloquem a redução da desigualdade econômica no centro de suas agendas, com planos nacionais realistas e metas claras para redistribuir renda, fortalecer serviços públicos e proteger direitos trabalhistas.
- Redução da desigualdade econômica
- Tributação efetiva dos super-ricos
- Combate a monopólios
- Alívio da dívida de países do Sul Global
Conter a concentração de riqueza é condição-chave para proteger liberdades democráticas e reduzir a desigualdade global.
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