Desaceleração? ‘Prévia’ do PIB robusta esfria aposta de corte da Selic em janeiro
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) apresentou uma alta de 0,7% em novembro, superando as expectativas do mercado, que previa um aumento de 0,4%. Essa prévia do Produto Interno Bruto (PIB) trouxe surpresa e pode influenciar as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa de juros.
De acordo com analistas, a leitura da média móvel trimestral do IBC-Br também aponta para uma atividade econômica robusta. Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, destaca que os dados enfraquecem o consenso de desaceleração da atividade econômica. A indústria e os serviços foram os principais setores que impulsionaram o crescimento.
André Valério, economista sênior do Inter, observa que a média móvel trimestral em novembro indicou crescimento de 0,2%, mantendo uma trajetória de aceleração pelo quarto mês consecutivo. No entanto, é importante notar que os dados de novembro podem ter sido influenciados pelas promoções de final de ano e que esses números podem ser “devolvidos” nos dados de dezembro.
Os dados do IBC-Br também podem influenciar as decisões sobre o corte de juros. Gustavo Gonzaga, economista-chefe da Necton Investimentos, acredita que o balanço de riscos ainda conta com vetores inflacionários relevantes e que o corte de juros deve vir em março. Outros economistas, como Valério e Matheus Pizzani, do PicPay, também projetam um corte de juros apenas em março.
Além disso, as projeções do PIB para 2025 variam entre 2,1% e 2,5%, de acordo com as instituições financeiras. A Necton Investimentos projeta um crescimento do PIB de 2,5%, enquanto a SulAmérica Investimentos estima uma alta de 2,3%.
Em resumo, os dados do IBC-Br indicam uma atividade econômica robusta, o que pode influenciar as decisões sobre a taxa de juros. O banco central terá que considerar esses fatores ao tomar decisões sobre a política monetária.
- IBC-Br: 0,7% de alta em novembro
- Média móvel trimestral: 0,2% de crescimento em novembro
- Projeção do PIB para 2025: entre 2,1% e 2,5%
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