Economia em Frangalhos: Entendendo a Crise no Irã
A crise no Irã tem suas raízes profundas na economia do país, que vem enfrentando sérios desafios nos últimos anos. A combinação de sanções econômicas, orçamentos que priorizam gastos militares e uma inflação galopante tem levado a uma perda significativa do poder de compra da população. Um dos principais indicadores dessa crise é a desvalorização da moeda local, o rial, que perdeu 16% de seu valor apenas em dezembro, atingindo um recorde de 1,47 milhão por dólar.
A inflação dos alimentos no Irã atingiu uma taxa anual de 72% em 2025, quase o dobro da média recente, forçando as pessoas a vender ouro e até móveis para juntar dólares. O Grande Bazar de Teerã, um termômetro dos humores da população, começou a registrar vários protestos. A economia do país vem cambaleando há tempos, com o PIB retrocedendo para patamares inferiores a 3% recentemente, devido à perda de receitas do petróleo por conta das sanções.
Linha do Tempo da Crise
Os protestos irromperam na última semana de 2025, após o anúncio da eliminação de alguns subsídios, como o do preço dos combustíveis. Aqui está uma linha do tempo dos principais eventos:
- 13/12/2025: Governo cria uma nova faixa de preços da gasolina subsidiada, gerando críticas.
- 28/12/2025: Protestos irrompem no Grande Bazar de Teerã após a moeda rial atingir seu ponto mais baixo em relação à divisa americana.
- 29/12/2025: O chefe do Banco Central, Mohammad Reza Farzin, renuncia ao cargo enquanto os protestos se espalham para outras cidades.
- 30/12/2025: Estudantes em vários campi universitários se juntam às manifestações; presidente Masoud Pezeshkian promete a líderes empresariais que vai se esforçar para resolver os problemas da economia.
Os protestos continuaram a se espalhar por todo o país, com o governo respondendo com força, resultando em centenas de mortes. A situação se tornou cada vez mais tensa, com o líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, dizendo que “os manifestantes devem ser colocados em seu lugar”. O número de mortos é estimado em mais de 2.000 pessoas, incluindo pessoal das forças de segurança.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link