Entre Riscos e Oportunidades: O que Esperar da Petrobras (PETR4) em 2026
A Petrobras (PETR4) inicia 2026 em um ambiente desafiador para o petróleo, com a deposição de Nicolás Maduro na Venezuela e a expectativa de aumento da produção venezuelana no médio e longo prazo, o que tende a pressionar os preços da commodity. No entanto, a empresa apresenta um baixo custo de extração, o menor da indústria brasileira, o que pode limitar os impactos negativos.
As casas de análise, como Goldman Sachs, BTG Pactual, Itaú BBA e BB Investimentos, destacam fundamentos sólidos, custos competitivos, resiliência do negócio integrado e potencial de crescimento da produção, especialmente em Búzios e Mero. A política de dividendos segue atrativa, com projeções de yield ao redor de 9% em 2026.
Do ponto de vista técnico, a Petrobras inicia 2026 em fase de acomodação após quatro anos consecutivos de alta. As ações recuam 6,04% no ano e, pelo gráfico semanal, PETR4 segue lateralizada, com médias móveis horizontais e ausência de tendência definida no médio prazo.
- Resistências: R$ 30,42, R$ 30,96, R$ 32,01, R$ 33,38, R$ 34,41, R$ 35,04
- Suportes: R$ 30,13 (MM200), R$ 29,53, R$ 28,51, R$ 27,53, R$ 26,94, R$ 26,17
No curto prazo, o papel oscila próximo às médias móveis e depende da reação nos níveis de suporte e resistência para definir o próximo movimento. Para que o papel dê início a um movimento de recuperação mais consistente, será necessária a superação da região das médias móveis, com rompimento das resistências em R$ 30,42 e R$ 30,96.
No médio prazo, a leitura técnica permanece marcada por lateralização. As ações acumulam queda de 6,04% em 2025, com o preço oscilando dentro de um intervalo bem definido e médias móveis andando de lado, o que confirma a ausência de tendência direcional predominante.
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