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Governo Trump cria site oficial para recontar invasão do Capitólio em 6 de Janeiro

Governo Trump Cria Site Oficial para Recontar Invasão do Capitólio

O governo do presidente Donald Trump lançou um site oficial dedicado a reinterpretar os ataques ao Capitólio, ocorridos em 6 de janeiro de 2021. A página, hospedada em domínio oficial do Executivo americano, descreve o episódio como um “protesto pacífico” e sustenta que o sistema de Justiça foi usado de forma política contra apoiadores do então presidente.

A narrativa apresentada reconstrói os acontecimentos do 6 de Janeiro a partir de uma linha do tempo que enfatiza discursos de Trump em defesa de uma mobilização “ordeira” até o Capitólio. Segundo o site, o então presidente teria orientado seus apoiadores a se manifestarem de forma pacífica e, ao longo do dia, usado as redes sociais para pedir calma e rejeitar a violência.

Principais Pontos do Site Oficial

  • O site afirma que o objetivo da iniciativa é corrigir o que chama de “erro histórico”, classificando os participantes como “patriotas” e reiterando a tese de fraude nas eleições de 2020.
  • A página responsabiliza a então presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, pelas falhas de segurança, afirmando que ela teria ignorado alertas de inteligência e recusado ofertas de reforço militar.
  • O site acusa o comitê parlamentar criado após os ataques de atuar com motivação partidária, manipular depoimentos e cometer infrações éticas.

A iniciativa oficial contrasta com a reconstrução histórica consolidada pelas investigações e pelos registros daquele dia. Em 6 de janeiro de 2021, uma multidão invadiu o prédio do Congresso enquanto parlamentares certificavam o resultado eleitoral, resultando em mortos, centenas de policiais feridos e uma série de processos judiciais contra os envolvidos.

Ao revisitar o episódio sob uma ótica institucionalizada, o novo site da Casa Branca reforça a estratégia de Trump de reverter a memória oficial do ataque e legitimar politicamente seus apoiadores. Para críticos, a iniciativa amplia a polarização e tensiona a relação entre memória histórica, instituições democráticas e o uso do aparato estatal para sustentar narrativas políticas.

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