Brasil se Torna o Maior Produtor de Carne Bovina do Mundo
O Brasil ultrapassou os Estados Unidos como o maior produtor mundial de carne bovina no ano passado, de acordo com estimativas de mercado. Isso ocorreu após o país sul-americano superar as previsões de produção em centenas de milhares de toneladas, aliviando um aperto na oferta global e ajudando a limitar um aumento nos preços da carne.
O Brasil já era o maior exportador de carne bovina, com embarques avaliados em quase US$ 17 bilhões em 2025. A produção de carne bovina dos EUA caiu 3,9% para 11,8 milhões de toneladas em 2025, de acordo com as estimativas do USDA, após anos de seca.
Fatores que Contribuíram para o Aumento da Produção
Os fazendeiros brasileiros têm enviado mais animais para o abate, lucrando com a alta demanda de exportação de países como a China e os EUA. Além disso, os ganhos de produtividade no Brasil podem limitar ou até mesmo evitar uma queda na produção, segundo pessoas do setor.
- O confinamento de gado é um dos fatores que contribuíram para o aumento da produção, pois permite que os animais sejam engordados mais rapidamente.
- A inseminação mais eficiente também está permitindo que os produtores abatam mais animais sem reduzir o tamanho do rebanho.
- O aprimoramento genético está melhorando o crescimento do gado e aumentando a qualidade da carne.
A taxa de prenhez do Brasil está aumentando, o que pode levar a um aumento na produção de carne bovina. Se a taxa de prenhez do Brasil aumentasse para 66%, equivalente à da vizinha Argentina, o número de bezerros nascidos por ano cresceria de cerca de 32 milhões para 40 milhões.
Impacto na Economia e no Meio Ambiente
O aumento da produtividade permitiria a expansão da produção sem aumentar o número de cabeças de gado ou a área de pastagens, o que poderia aliviar um dos fatores econômicos do desmatamento da floresta amazônica.
A produção de carne bovina dos EUA aumentará 3,5% e o número de cabeças de gado crescerá 5% entre 2024 e 2034, segundo estimativas do USDA. Já a produção de carne bovina do Brasil aumentará 24% nesse período, de acordo com a Abiec.
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