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Após ondas de nacionalização, que petrolíferas estrangeiras seguem na Venezuela?

Após ondas de nacionalização, que petrolíferas estrangeiras seguem na Venezuela?

No início dos anos 2000, grandes petrolíferas descobriram que havia muito dinheiro a ser ganho, mas também muito a perder na Venezuela. Duas ondas de nacionalização comandadas pelo governo de Hugo Cháves fizeram estrangeiras se dividirem entre permanecer ou sair do país.

Entre as que seguem operando por lá estão ativos da Espanha, Itália e França — e até uma norte-americana, com autorização especial. A espanhola Repsol, a italiana Eni e a francesa Maurel & Prom são parceiras em empreendimentos com a estatal Petroleos de Venezuela SA.

A Chevron, dos EUA, negociou uma série de acordos para continuar no país sob Cháves e operou com permissão norte-americana tanto em administrações republicanas quanto democratas da última década. A Chevron atualmente bombeia cerca de 140 mil barris por dia da Venezuela e os envia para refinarias na Costa do Golfo.

Empresas que saíram do país

As ondas de nacionalização deixaram um gosto amargo em empresas como Shell, Exxon e ConocoPhillips, com estas duas últimas ainda tendo bilhões de dólares em compensação pendentes após seus ativos terem sido apreendidos.

A ExxonMobil, maior empresa petrolífera dos EUA, esteve entre vários grupos ocidentais cujos ativos foram expropriados em 2007. Sete anos depois, recebeu US$ 1,6 bilhão de um painel internacional de arbitragem pela nacionalização de seu projeto Cerro Negro, na faixa petrolífera do Orinoco.

A ConocoPhillips também teve seus projetos expropriados e recebeu uma indenização arbitral de US$ 8,37 bilhões. No entanto, a empresa afirmou que está monitorando os desenvolvimentos na Venezuela e suas potenciais implicações para o fornecimento e estabilidade energética global.

Retomada rápida é difícil

Analistas veem dificuldades para uma retomada rápida da produção petrolífera por empresas dos EUA na Venezuela e citam o aumento do risco geopolítico — com a posição da China sendo importante nesta equação — como uma grande fonte de incerteza para o mercado global de petróleo.

As empresas americanas terão que aderir à estratégia de Trump em um país instável, sob intervenção militar estrangeira e convulsionado socialmente. E as tensões com a China tendem a se acirrar, trazendo instabilidade para toda a América Latina, inclusive o Brasil.

Algumas das petrolíferas estrangeiras que seguem na Venezuela incluem:

  • Repsol (Espanha)
  • Eni (Itália)
  • Maurel & Prom (França)
  • Chevron (EUA)

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