Novo Salário Mínimo e Isenção do IR: Entenda as Regras
O ano começa com mudanças significativas que afetam diretamente o orçamento das famílias brasileiras. A partir de 1º de janeiro, entra em vigor a nova faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), beneficiando quem recebe até R$ 5 mil mensais. Essa medida, sancionada em novembro, deve impactar cerca de 15 milhões de contribuintes.
Até então, o teto para isenção era de dois salários mínimos (R$ 3.036). Além disso, o salário mínimo passa por um reajuste de 6,79%, subindo de R$ 1.518 para R$ 1.621. O cálculo baseia-se no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro e garante um ganho real, embora limitado pelas travas do arcabouço fiscal.
Como Funciona a Nova Isenção do IR?
A mudança será sentida já no contracheque de janeiro, afetando tanto o desconto na folha quanto a tributação de dividendos. A estimativa é de uma economia média de R$ 4 mil anuais por beneficiário. Para compensar o alívio na base, o governo aumentou a alíquota para a alta renda. Quem recebe acima de R$ 50 mil mensais pagará mais imposto, afetando cerca de 141 mil pessoas.
É importante prestar atenção ao calendário: as novas regras não alteram a Declaração de IR de 2026 (referente ao ano-base 2025). O impacto prático na declaração anual só será sentido em 2027.
Descontos Progressivos
Para evitar o “degrau tributário”, a reforma criou descontos escalonados para quem ganha até R$ 7.350. O abatimento diminui gradativamente conforme a renda sobe. Como o cálculo depende de deduções individuais e outras fontes de renda, não há uma tabela única para esse grupo; o valor é definido caso a caso.
Algumas das principais mudanças incluem:
- Aumento do salário mínimo para R$ 1.621;
- Isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil mensais;
- Aumento da alíquota para a alta renda (acima de R$ 50 mil mensais);
- Descontos progressivos para quem ganha até R$ 7.350.
Essas mudanças visam proporcionar alívio fiscal para as famílias brasileiras e promover uma distribuição de renda mais justa. No entanto, é fundamental entender como essas alterações afetarão individualmente cada contribuinte.
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