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Dissidentes do Fed citam risco de inflação em votos contra corte de juros

Dissidentes do Fed citam risco de inflação em votos contra corte de juros

As autoridades do Federal Reserve que votaram contra o corte de juros nos EUA nesta semana expressaram preocupação com o fato de a inflação permanecer alta, justificando a necessidade de taxas mais altas. O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, foi um dos três votos dissidentes e afirmou que teria sido melhor aguardar mais dados sobre a inflação e o mercado de trabalho antes de reduzir a taxa.

Goolsbee destacou que a inflação está acima da meta do Fed há quatro anos e meio e que o progresso nesse sentido está estagnado há vários meses. Além disso, quase todos os empresários e consumidores com quem conversou recentemente apontam os preços como uma das principais preocupações. Ele acredita que aguardar até o ano novo para tratar deste assunto não teria acarretado muitos riscos adicionais e teria trazido o benefício extra de dados econômicos atualizados.

Posições dos outros dissidentes

O presidente do Fed de Kansas City, Jeffrey Schmid, também discordou do corte de juros, defendendo a manutenção da taxa. Já o membro do conselho do Fed Stephen Miran defendeu um corte maior, de 50 pontos-base. Schmid afirmou que a inflação está “muito alta” e que a política monetária deve permanecer moderadamente restritiva para mantê-la sob controle.

A presidente do Fed da Filadélfia, Anna Paulson, que passará a ter direito a voto no próximo ano, expressou preocupação com a fragilidade do mercado de trabalho. No entanto, ela acredita que a inflação pode cair ao longo do próximo ano com a diminuição dos impactos das tarifas.

  • A inflação está acima da meta do Fed há quatro anos e meio.
  • O progresso na redução da inflação está estagnado há vários meses.
  • Os empresários e consumidores apontam os preços como uma das principais preocupações.

Em resumo, os dissidentes do Fed citam o risco de inflação como justificativa para seus votos contra o corte de juros. Eles acreditam que a inflação está alta e que a política monetária deve ser mais restritiva para controlá-la.

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