A Ciência por Trás dos Executivos que Fracassam, mas Continuam Subindo na Carreira
A história está repleta de CEOs que fracassaram de maneira muito pública, levantando a pergunta: como essas pessoas continuam sendo promovidas? No mundo corporativo dos Estados Unidos, esse fenômeno é conhecido como “failing up”, a ascensão contínua de executivos cujo desempenho raramente corresponde à trajetória.
Psicólogos organizacionais dizem que isso não é uma anomalia, mas sim uma característica de como muitas empresas avaliam liderança. No centro do problema, está um viés que favorece confiança em vez de competência. Pessoas que falam com firmeza, passam segurança e assumem o crédito por vitórias — merecidas ou não — têm mais chance de serem percebidas como uma boa liderança.
Fatores que Contribuem para o “Failing Up”
- Confiança em vez de Competência: Estudos mostram que pessoas que falam com firmeza e passam segurança têm mais chance de serem percebidas como uma boa liderança.
- Responsabilidade Assimétrica: Executivos seniores supervisionam sistemas vastos e complexos, onde os resultados são difíceis de relacionar diretamente a decisões individuais. Quando os resultados são bons, o crédito sobe, mas quando são ruins, a culpa se espalha para baixo.
- Ilusão da Mobilidade: Trocas frequentes de emprego são interpretadas como ambição e impulso, e não como sinais de alerta. Isso permite que líderes de baixo desempenho sobrevivam tempo suficiente para garantir a próxima promoção.
A visibilidade precoce também pode acelerar o fracasso para cima. Funções de alto perfil ampliam tanto o sucesso quanto o fracasso, mas também aumentam o reconhecimento do nome. No entanto, o acerto de contas geralmente só chega no topo, quando os amortecedores desaparecem e o desempenho é julgado na linguagem direta dos lucros, do preço das ações, da rentabilidade ou das demissões.
A lição central para aspirantes a CEO é que o próprio sistema que recompensa confiança, visibilidade e controle da narrativa ao longo da escalada muitas vezes mascara uma execução fraca — até que o cargo máximo retire essas proteções. Futuros líderes que queiram evitar o “fracasso para cima” precisam construir deliberadamente carreiras baseadas em resultados verificáveis e responsabilidade direta pelos desfechos.
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