Ajustando o Portfólio para o 2º Semestre: Recomendações para Renda Fixa e Bolsa
O primeiro semestre de 2026 foi marcado pela performance destacada da renda fixa, com o CDI rendendo quase 7% e superando o Ibovespa. Com a Selic caminhando para 14% ao ano e o juro real no maior patamar desde 2008, as casas e gestoras recomendam manter uma posição forte na renda fixa, mas também diversificar. Aqui estão as principais recomendações para o segundo semestre por classe de ativo:
- Pós-fixados: O Tesouro Selic e os fundos e CDBs atrelados ao CDI são recomendados para quem busca liquidez e baixo risco. Eles pagam bem sem exigir aposta na direção dos juros, tornando-se uma reserva natural em um semestre marcado pela eleição presidencial.
- Tesouro IPCA+: Os títulos atrelados à inflação são a estrela do consenso para o segundo semestre. Com o juro real acima de 8%, as taxas estão no maior patamar desde 2008, e casas e gestoras veem uma janela rara para travar rendimento acima da inflação por vários anos.
- Prefixados: As taxas nominais elevadas tornam os prefixados atraentes, mas a recomendação é de cautela. É importante evitar alongar demais e optar por vértices intermediários.
- Ativos isentos de IR: O crédito privado isento de Imposto de Renda é uma forma de turbinar a renda fixa. Papéis de infraestrutura e emissões de empresas como Energisa, Sabesp e Klabin são recomendados.
- Bolsa: O Ibovespa avançou 6,70% no semestre, mas perdeu para o CDI. A palavra de ordem é stock picking, com preferência por setores defensivos como bancos, elétricas, saneamento, telecomunicações e seguradoras.
- El Niño: O fenômeno climático pode pressionar preços de alimentos, inflação e juros. No mercado, a leitura beneficia as geradoras de energia e tende a penalizar o agronegócio.
- Renda fixa em dólar: A manutenção dos juros pelo Federal Reserve e a postura mais dura do banco central americano sustentam retornos elevados nos títulos em dólar.
- Multimercados: A escolha do gestor é fundamental, pois apenas cinco de cerca de 220 fundos macro superaram o CDI no período.
Para ajustar o portfólio para o 2º semestre, é importante considerar essas recomendações e manter uma carteira diversificada. Além disso, é fundamental estar atento às decisões do banco central e às condições de mercado.
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