Zélia Duncan: Uma Evolução Musical com “Agudo Grave”
Zélia Duncan lança seu 15º álbum de estúdio, “Agudo Grave”, após 45 anos de carreira. Com dez músicas autorais e uma regravação de Itamar Assumpção, o álbum apresenta uma conexão salutar entre Zélia e a produtora musical e arranjadora Maria Beraldo.
A letra de “Maravilha disforme” relaciona paradoxos e contradições, como “O belo que apavora” e “O afago que só corta”. O verso “O sólido que escorre” se impõe como uma tradução perfeita do álbum, que soa como um sólido que escorre devido à conexão entre Zélia e Maria Beraldo.
O álbum “Agudo Grave” é resultado de uma produção musical e arranjos de Maria Beraldo, que não torna o cancioneiro de Zélia Duncan irreconhecível, mas o suficiente para fazer com que a cantora dê um passo à frente em sua discografia. Com apurada engenharia de som, o álbum é mais de fricção do que de ruptura, como sinalizam os violões ouvidos na introdução da primeira faixa.
Algumas faixas destacam a conexão entre Zélia e seus parceiros, como “Pontes no ar” com Alberto Continentino, “E aí, IA?” com um toque jazzy, e “Importante”, um samba encabulado com o violão de João Camarero e o cavaquinho de Rodrigo Campos. Outras faixas, como “Meu plano” com Ná Ozzetti e “Voz” com Maria Beraldo, mostram um equilíbrio entre música, letra e arranjo.
- “Agudo Grave” é um álbum que apresenta uma variedade de estilos e parcerias.
- A conexão entre Zélia Duncan e Maria Beraldo é fundamental para o sucesso do álbum.
- O álbum apresenta uma evolução musical de Zélia Duncan, com arranjos e produção que a fazem dar um passo à frente em sua carreira.
Em resumo, “Agudo Grave” é um álbum que apresenta uma conexão salutar entre Zélia Duncan e Maria Beraldo, com uma variedade de estilos e parcerias. Com uma produção musical e arranjos de Maria Beraldo, o álbum é mais de fricção do que de ruptura, e apresenta uma evolução musical de Zélia Duncan.
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